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Lilia Cabral, sobre atuar com a filha: ‘A ficha só vai cair na estreia’

Em entrevista a VEJA RIO, atriz fala sobre a vida no isolamento e a expectativa para inéditas experiências que estão por vir na vida pessoal e profissional

Por Cleo Guimarães 21 ago 2020, 19h00

Parada durante a pandemia, Lilia Cabral definitivamente não está. De volta à TV na reprise da novela “Fina estampa”, ela anda com os dias corridos por causa das reuniões virtuais e dos ensaios para a peça “A lista”, que tem sua estreia on-line marcada para 3 de setembro. O espetáculo marca uma temporada de grandes novidades na sua vida pessoal e profissional – ambas se entrelaçam, já que Lilia tem como companheira de palco a filha, Giulia Bertolli, de 23 anos. É a primeira vez em seus mais de 30 anos de carreira no teatro que a atriz faz uma peça com transmissão pela internet e também é inédita a experiência de contracenar com Giulia. Ela garante que, por enquanto, a emoção de trabalharem lado a lado está controlada. “Acho que vai cair a ficha no dia da estreia. Eu vou olhar para o lado e pensar, ‘É a minha filha!’. Isso é muito lindo”. Lilia concedeu a seguinte entrevista para VEJA RIO:

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Você e a Giulia tiveram um outro texto nas mãos mas preferiram encenar ‘A lista’, de Gustavo Pinheiro. Por que esta opção? A peça é linda e mostra duas personagens solitárias, em situações que todo mundo conhece e vai se identificar. O texto tem uma inteligência sofisticada, não é feito de piadas. É tudo muito singelo, emocionante em vários momentos. O Gustavo tem um pouco de Mauro Rasi, de Falabella, mas com a personalidade dele.

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Assim como a sua personagem, você também continua isolada? Estou fechadinha com o meu marido e a minha filha e não sofro tanto porque minha casa tem jardim, dá para pegar um solzinho, ficar um pouco ao ar livre. Não é tão sufocante. Saio só quando é necessário e acho que a pandemia fez com que a gente passasse a dar mais valor a tudo. Que delícia, por exemplo, é o ato de tomar um café, comer uma fatia de bolo. A Giulia outro dia foi dar um mergulho na praia às sete da manhã e voltou renovada, outra pessoa.

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A peça fala sobre solidariedade. Acha que a pandemia nos tornou mais preocupados com o próximo e mais dispostos a ajudar? Eu acho que quem é solidário ficou mais ainda. E quem é egoísta também intensificou essa característica. Ficou pior.

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Quais os seu planos para depois da peça? O espetáculo é curto, tem 50 minutos, e quando acaba, você vê que ele poderia continuar, que tem muita coisa que ainda dava para rolar. Então pedi para o Gustavo: ‘Escreve mais uns 40 minutos aí!’. Vamos fazer também o piloto para um seriado. É tudo muito bonitinho, são situações muito reais, com as quais todo mundo vai se identificar.

Recentemente o Marco Pigossi, ator com quem você contracenou em “Fina estampa”, disse ter vergonha de ter feito a novela, por ser politicamente incorreta em alguns momentos. Você concorda com ele? Imagina. Morro de orgulho, foi uma acontecimento na minha vida. Sou muito agradecida ao Aguinaldo (Silva, autor) pela Griselda, uma super personagem, das melhores da minha carreira. Não gosto que falem mal dos meus amigos e acho que o Pigossi não quis dizer isso assim, desta maneira.

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