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‘Querem atingir o Bolsonaro’, diz Crivella sobre denúncia de ‘Guardiões’

Prefeito afirma ter sofrido 'uma tentativa estapafúrdia de golpe' e elogia vereadores aliados, que rejeitaram a abertura do processo de impeachment

Por Cleo Guimarães - 4 set 2020, 16h51

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), afirmou na tarde desta sexta (4) que a reportagem da TV Globo que revelou o esquema dos Guardiões – a existência de um grupo de servidores comissionados que coagia pacientes e tentava impedir a atuação da imprensa na porta dos hospitais – teve como um de seus principais objetivos atingir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem vem tentando se associar em busca de apoio nas eleições desse ano.

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“A vitória da minha eleição no Rio é o primeiro passo para a reeleição de Bolsonaro”, afirmou. “Eles, que são contra o presidente, querem iniciar a sua derrota aqui, pela aproximação que temos, pelas convicções que comungamos e pelas lutas que travamos”. Investigado em várias frentes pela atuação dos “Guardiões”, o prefeito classificou as acusações de “narrativas fantasiosas”.

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“Grupos que defendem partidos e instituições são a coisa mais comum que tem no Whatsapp. Construiu-se uma narrativa fantasiosa e gerou consequências graves, justamente no período eleitoral. Vejam que coincidência”, ironizou. Crivella também negou ser administrador do grupo. “O que postam ali são convicções pessoais, é um direito sagrado. Eu nunca postei nada, mas agradeci algumas atitudes em defesa da nossa gestão. Nunca vi ações orquestradas ali.”

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O prefeito elogiou a atuação “firme” dos vereadores de sua base, que na noite desta quinta (3) rejeitaram o processo de abertura de impeachment contra ele. “Agradeço à Câmara dos Vereadores, que não deixou perpetuar essa versão fantasiosa, ridícula, e derrubou uma tentativa estapafúrdia de golpe.”

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A ação do Ministério Público do Rio também foi questionada. O órgão realizou busca e apreensão na casa de integrantes dos grupos, e a Polícia Civil colhe depoimentos dos envolvidos. “Quero saber se há notícias de uma decisão similar a essa [que determinou as buscas] em pleno plantão. Deus é testemunha de que trabalhamos sem pensar em interesses pessoais”.

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Apesar da rejeição do impeachment, Crivella será investigado por uma CPI na Câmara dos Vereadores pelo esquema dos “Guardiões”. A CPI foi protocolada no Diário Oficial desta sexta (4).

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