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‘Tirei recursos do Carnaval’, diz Crivella, ao justificar ‘bom governo’

Preso por suposta participação em esquema de corrupção, prefeito inclui corte de verbas para a festa popular como um dos pontos altos de sua gestão

Por Cleo Guimarães 22 dez 2020, 12h29

Ao ouvir o pedido de jornalistas para que desse “uma palavrinha” com a imprensa ao chegar à Cidade da Polícia, na manhã desta terça (22), o prefeito Marcelo Crivella se defendeu das acusações de corrupção e afirmou ser vítima de uma “perseguição política”. Preso pela suposta criação de um QG da Propina na Prefeitura do Rio, Crivella pediu “justiça” e disse que o seu governo foi “o que mais atuou contra a corrupção” na cidade.

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Na palavrinha aos repórteres, o prefeito, agora afastado do cargo, enumerou o que seriam grandes feitos de sua gestão: “Lutei contra o pedágio ilegal, injusto. Tirei recurso do Carnaval, negociei o VLT….”. Crivella promoveu uma série de cortes nos subsídios para os desfiles em seus quase quatro anos de governo – em 2019, ele chegou a afirmar que não daria “nem um centavo” para o Carnaval de 2020, e comparou a maior festa popular carioca a um “bebê parrudo” que precisava ser desmamado. “Não pode ficar no peito da mãe o resto da vida”.

Prefeito Marcello Crivella é preso na manhã desta terça (22)

Todas as escolas de samba do Grupo Especial manifestaram publicamente sua apoio à candidatura de Eduardo Paes, que acabou derrotando Crivella nas eleições municipais.

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Advogado de Crivella, Alberto Sampaio classificou como “uma injustiça” a prisão de seu cliente e disse que o prefeito recebeu “com surpresa” a prisão, por volta das 6h, quando policiais foram à sua casa, no condomínio Península, na Barra. O prefeito não chega a concluir seu mandato de quatro anos – a prisão acontece nove dias antes do término da gestão.

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