Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Coronavírus: rotina em isolamento social vira filme de cineastas cariocas

Realizado sem contato físico entre equipe e protagonistas, "Me cuidem-se" mostra como pessoas de diferentes classes sociais têm sobrevivido ao confinamento

Por Cleo Guimarães 1 abr 2020, 17h34

Uma nova forma de fazer cinema surge com o isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19. Os cineastas Bebeto Abrantes e Cavi Borges acabam de lançar em suas redes sociais o curta “Me Cuidem-se”, um filme-processo que semanalmente vai se modificando a partir dos acontecimentos e situações vividas pelas pessoas retratadas na produção até fim da pandemia. O curta está sendo editado por Wellington Anjos e, com o fim da quarentena, vai se transformar em um longa.

Coronavírus: ator diz como é fazer parte do grupo AAA, o mais vulnerável

O filme está sendo feito sem nenhum contato físico entre atores e diretores e, ao final do processo, 15 pessoas, de diferentes religiões, profissões e grupos sociais – todas em rigorosa quarentena – mostrarão cenas de suas casas e da rotina enclausurada durante este período. Elas filmam a cidade de suas janelas e, nas breves saídas por necessidade, registram as transformações da cidade, por conta da pandemia.

Confira cenas do curta aqui

Entre os primeiros personagens do curta estão o artista plástico Arthur Palhano, de Del Castilho, o autônomo Élbio Ribeiro, de São Gonçalo, o roteirista Fernando Barcellos, da Cidade de Deus, a produtora cultural Luana Pinheiro, de Nova Iguaçu, e a coreógrafa Regina Miranda, da Lagoa. Eles retratam como num diário os primeiros dez dias da quarentena.  “O filme não fecha: só vai terminar quando passar essa pandemia. Percebemos que muita coisa mudou durante esses primeiros dez dias de confinamento e conseguimos muito material, que editamos inicialmente em 30 minutos”, conta Cavi Borges.

+ Para receber a Veja Rio em casa, é só clicar aqui.

Continua após a publicidade
Publicidade