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Coronavírus: Crivella ameaça dar voz de prisão a quem descumprir regras

Prefeito anuncia fiscalização com a participação da Polícia Militar e afirma que eleições aumentaram o número de contaminações pela Covid-19 no Rio

Por Cleo Guimarães 25 nov 2020, 15h09

O prefeito Marcelo Crivella anunciou nesta quarta (25) que as fiscalizações do cumprimento dos protocolos sanitários serão “bem mais rigorosos” a partir desta semana por causa do aumento nos casos de Covid-19 na cidade. “A Guarda Municipal e a Vigilância Sanitária vão atuar junto com a Polícia Militar. Agora pode ter ordem de prisão a quem se recusar a cumprir as regras de ouro. As pessoas vão ser levadas para a delegacia”, disse o prefeito, que ameaçou também aplicar “multas pesadas” pelo mesmo motivo.

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No início de novembro, a poucos dias do primeiro turno das eleições, Crivella anunciou que todas as multas aplicadas durante a pandemia seriam anistiadas por causa das altas taxas de inadimplência.

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Na entrevista coletiva desta quarta, ao contrário das anteriores, o prefeito não ficou até o final das explanações para responder às perguntas da imprensa – este papel coube ao superintendente da Vigilância Sanitária, Flávio Graça, e ao subsecretário de Saúde, Jorge Darze.  Em seu discurso, Crivella afirmou que, “com certeza”, as atividades eleitorais deste mês impactaram as contaminações e contribuíram para o aumento de infectados no Rio.

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Ele também anunciou o lançamento de um “Disk Covid”, canal de comunicação pelo qual a população poderá marcar exames num dos 27 tomógrafos “top de linha” da cidade, e enfatizou a importância do diagnóstico precoce. A possibilidade de lockdown no momento em que a rede SUS da cidade do Rio dispõe de mais pessoas na fila por uma vaga de UTI para Covid-19 do que leitos disponíveis, no entanto, foi descartada. “Nem penso nisso”, disse.

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Ao ser entrevistado, Jorge Darze foi perguntado sobre o Disk-Covid – e não soube explicar do que se tratava: “Vou me informar”. O subsecretário negou que a rede pública da capital esteja saturada e, ao ser questionado sobre o método usado pelo prefeito para constatar a relação entre as atividades eleitorais e o aumento no número de casos de contaminação na cidade, disse que ainda serão feitos levantamentos estatísticos para confirmar a afirmação de Crivella. “Os dados ainda estão sendo levantados para ver se esta relação existe.”

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