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Seu Jorge conquista título de carioca do ano no cinema

O músico de altos sucessos também tem uma extensa carreira na sétima arte e protagonizou o filme brasileiro mais visto em 2021

Por Kamille Viola Atualizado em 17 dez 2021, 09h52 - Publicado em 17 dez 2021, 06h00

O sucesso na música vem de longa data. A estreia no cinema, em Cidade de Deus, também faz tempo: a história, ambientada em uma das maiores favelas do Rio, completa vinte anos em 2022. De lá para cá, Jorge Mário da Silva, o Seu Jorge, participou de inúmeras filmagens, mas foi neste ano que ele brilhou nas telas como o elogiado e comovente protagonista de Marighella, primeiro trabalho do ator Wagner Moura na direção.

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Lançado no Festival de Berlim em 2019, o longa que traça a vida do guerrilheiro político estava previsto para chegar aos cinemas no mesmo ano, mas enfrentou barreiras na Agência Nacional do Cinema (Ancine), que vetou recursos. Depois, sofreu novo adiamento, devido à pandemia. Agora, finalmente, a cinebiografia veio a público em novembro e, em cinco dias, alcançou 100 000 espectadores.

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“Com todas as dificuldades, estar numa sala de cinema hoje, promovendo um produto cultural do nosso país, é uma grande vitória”, comemora o ator e cantor de 51 anos, que participou da formação da banda Farofa Carioca, partiu para a carreira-solo em 2001, acumulou sucessos e atualmente vive com a família em Los Angeles.

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“Com todas as dificuldades, estar numa sala de cinema hoje, promovendo um produto cultural do nosso país, é uma grande vitória.”

Cada vez mais requisitado nos estúdios de gravação, Seu Jorge ainda marcou presença em Abe, que foi todo rodado em Nova York, e estreou no papel principal de Pixinguinha, um Homem Carinhoso, sobre a vida de um dos maiores nomes da música popular brasileira, o pai do choro. “A experiência de poder atuar na pele de um músico, usando uma ferramenta que eu também tenho, foi um presente”, celebra o intérprete, que estará ainda nos cinemas com Medida Provisória, previsto para janeiro.

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O longa marca a estreia de Lázaro Ramos como diretor e se passa num Brasil distópico em que o Congresso aprova uma medida polêmica: os negros devem voltar para o continente de origem de seus antepassados, a África. Nascido na comunidade do Gogó da Ema, em Belford Roxo, Seu Jorge teve a vida marcada por momentos duros — começou a trabalhar aos 10 anos, perdeu um irmão em uma chacina e viveu uns tempos como sem-­teto — até conhecer o músico Gabriel Moura, que o convidou nos anos 1990 para atuar no espetáculo A Saga da Farinha. Ali estreou como ator e cantor, numa palinha dos caminhos que seguiria mais tarde.

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