Cineasta carioca que rodou filme em Atafona vai a Cannes em busca de parceiros
Borda do Mundo, de Jô Serfaty, está em fase de finalização e foi selecionado numa iniciativa do Festival do Rio e da Riofilme
Nascida em uma família de médicos, a cineasta carioca Jô Serfaty precisou “desbravar uma floresta com facão”, como ela mesma diz, para se manter no audiovisual, área em que sobrenomes conhecidos costumam dar as cartas.
“Sempre me senti inadequada e precisava desaguar minha sensibilidade”, descreveu.
Seu primeiro longa de ficção, Borda do Mundo, está em fase de finalização e foi selecionado numa iniciativa do Festival do Rio e da Riofilme para ser apresentado a agentes de vendas, distribuidores e programadores de todo o planeta no Festival de Cannes, que começa nesta terça (12), no famoso balneário francês.
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“Vai ser importante para entender as engrenagens do mercado. Essa vitrine internacional faz toda a diferença”, apontou a diretora de 43 anos.
O filme foi rodado em Atafona, praia do Norte fluminense em que o mar avançou sobre as casas devido ao processo de erosão e à emergência climática.
“Vi naquele lugar uma síntese do projeto de destruição gestado pela extrema-direita, mas quis trazer uma mensagem de resistência”, disse, dando pistas sobre a produção, cuja previsão de estreia é em 2027.







