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Cariocas do ano: Daniel Soranz é o vencedor na categoria saúde

O infectologista à frente da Secretaria de Saúde conduziu a bem-sucedida campanha de vacinação contra a Covid-19 na cidade

Por Paula Autran Atualizado em 17 dez 2021, 09h53 - Publicado em 17 dez 2021, 06h00

Quando assumiu a Secretaria Municipal de Saúde, em janeiro, o médico Daniel Soranz esbarrou com um cenário desanimador. Castigada pela Covid-19, a cidade havia fechado 2020 com quase 400 000 casos e 25 000 mortos. Os hospitais estavam sobrecarregados, centenas de pacientes aguardavam por leitos e a taxa de letalidade do vírus atingiu o maior índice do país, 88%. Mas quem falou em desânimo? “Eu queria muito conduzir a Saúde carioca naquele momento”, diz. “Sou sanitarista com mestrado em políticas públicas e doutorado em epidemiologia. Sabia o que era preciso fazer”.

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Com o auxílio de um comitê especial de enfrentamento à Covid, que montou com especialistas de peso, o médico de 42 anos saiu na dianteira em questões cruciais, como a imunização de adolescentes e a dose de reforço. Mas, até dar alta ao último paciente internado com Covid-19 na rede municipal, em novembro, e celebrar a melhora do cenário epidemiológico nestas praias — as 33 regiões administrativas do município alcançaram o estágio de risco baixo para a transmissão do vírus em outubro —, não faltou trabalho.

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“Eu queria muito conduzir a saúde carioca durante a pandemia. Sabia exatamente o que era preciso fazer”

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A primeira providência foi encerrar as atividades no hospital de campanha do Riocentro, que registrou a maior taxa de mortalidade das unidades provisórias do município. “Como era um galpão, a luz não desligava e os pacientes ficavam 24 horas no claro”, recorda Soranz, que investiu em novos leitos na própria rede pública. Só no Hospital Ronaldo Gazolla, eles saltaram de 197 para 420 em um mês, e mais 500 leitos de CTI foram abertos de imediato na rede credenciada ao SUS.

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Outra medida decisiva foi a contratação de profissionais que ajudaram a alavancar a testagem. Na sequência, a vacinação, que começou em janeiro, ganhou ritmo veloz graças a um bem organizado cronograma por faixa etária.

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“Montamos um calendário de longo prazo, interrompemos a aplicação da AstraZeneca em gestantes e fizemos a vacinação cruzada com a Pfizer”, enumera o secretário, que já tinha comandado a pasta entre 2014 e 2016 e enfrentado surtos de dengue, zica e chicungunha. A experiência acumulada no combate dessas doenças foi vital agora, para frear com agilidade e transparência a Covid-19 no Rio.

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