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Cacique de Ramos faz desfiles antológicos após ameaça de ‘cancelamento’

Parece que o jogo virou: ameaçado de boicote na web, bloco leva às ruas milhares de foliões fantasiados de índio e mostra a força de sua tradição

Por Cleo Guimarães 26 fev 2020, 15h16

Atacado nas redes sociais por causa de suas fantasias de índio – internautas chegaram a pedir o seu “cancelamento” na web, termo que se assemelha a um boicote a pessoas que agem de forma ofensiva ou considerada politicamente incorreta -, o Cacique de Ramos respondeu à patrulha da forma que mais sabe fazer: levando muita gente às ruas nos três dias de Carnaval, em desfiles considerados “históricos” pela diretoria (e por quem mais participou do cortejo pela Avenida Chile, no Centro). “Foi o maior público dos últimos dez anos, sucesso total”, comemora Tuninho Cabral, diretor do Cacique. Ele conta que só na terça-feira, mais de 20 mil pessoas foram ao bloco. Pelo menos seis mil delas usavam fantasia de índio ou a camisa do grupo.

Terminado o último desfile deste ano, o Cacique já começa a preparar uma contagem regressiva com várias festas e atividades para a comemoração de seus 60 anos, em janeiro do ano que vem. “Se já vivemos orgulhosos em honrar e homenagear o índio e a índia nos últimos 59 anos, a expectativa agora é comemorar com desfiles antológicos essa data redonda, em 2021″, diz Tuninho.

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