Guerra das bebidas: Ambev e cachaçaria disputam o mesmo nome

Gigante das bebidas lançou a cerveja Magnífica, mas a marca já pertence a cachaça de Miguel Pereira

Por Cleo Guimarães 5 fev 2020, 13h17 • Atualizado em 13 fev 2020, 11h48
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João Luiz de Faria, da cachaça Magnífica: em guerra com a Ambev (Reprodução/Veja Rio)
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  • Criada em 1985 pelo engenheiro João Luiz de Faria, a cachaça Magnífica ganhou esse nome por causa da mulher do empresário, que, conta ele, era “a magnífica reitora” de uma universidade carioca. É claro que esse não foi o motivo que levou a Ambev a optar pela mesmíssima marca para batizar uma de suas cervejas, feita com a mandioca plantada na região de Tabuleiro de São Bernardo, no Maranhão.

    Para Faria, pouco importa de onde veio a ideia do gigante das bebidas. “Entrei com um pedido de oposição ao registro deles no INPI, e a solicitação foi acatada”, diz. A multinacional não desistiu: entrou com recurso e está na terceira tentativa de ter no portfólio uma cerveja homônima da cachaça produzida em Miguel Pereira. Em sua defesa, a Ambev diz que o pedido de registro foi apresentado em classe diferente daquela em que consta a cachaça Magnífica e espera a resposta definitiva do Inpi.

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