Antonio Bokel: “A distopia em relação ao meio ambiente afeta meu trabalho”
O artista plástico carioca acaba de inaugurar a exposição Desconstrutivo na Casa de Cultura Laura Alvim
Expor na própria cidade é um privilégio e, no Rio de Janeiro, o orgulho é ainda maior.
É assim que o artista plástico Antonio Bokel vem se sentindo após inaugurar Desconstrutivo, na Casa de Cultura Laura Alvim.
“Aquela vitrine de frente para o mar de Ipanema me impressiona. Tento estabelecer um diálogo entre as obras e o espaço expositivo”, diz o carioca de 48 anos.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
A mostra reúne a produção mais recente do artista, que na última década mergulhou na geometria e na escultura. “Quis pensar nos padrões sob uma nova ótica. Nos anos 1960, havia uma ideia de futuro, progresso. Hoje, vivemos uma distopia em relação ao meio ambiente”, explicou.
“Estamos cercados por estímulos e a linearidade do pensamento é quebrada o tempo todo. Gosto de quebrar a lógica geométrica com algum obstáculo”, elucidou Bokel, que costuma curtir a cidade durante o dia, indo às cachoeiras do Horto ou à Praia de São Conrado.
“As extremidades têm ficado lotadas, então prefiro ficar bem ali no meio”, deu a dica.





