Chocante
Resenha por Miguel Barbieri Jr
Pode parecer insólito, mas a comédia Chocante começa com um enterro. Integrantes do grupo de mesmo nome, que fez sucesso na década de 90, Téo (Bruno Mazzeo), Tim (Lúcio Mauro Filho), Tony (Bruno Garcia) e Clay (Marcus Majella) se reencontram, vinte anos depois, em frente ao caixão do quinto elemento da boy band. Eles tiveram apenas um hit (a canção-chiclete Choque de Amor), desentenderam-se naquela época e cada um foi para seu lado, trabalhar fora do meio musical. Eterna tiete, a espevitada Quézia (Debora Lamm) é quem vai tentar reuni-los para uma volta aos palcos. A fim de dar um molho “jovem” ao quarteto veterano, o empresário deles (Tony Ramos) sugere a entrada de um rapaz (Pedro Neschling) que acabou de sair de um reality show. Piadas espertas e atores com ótimo timing de humor (e Majella roubando a cena) resultam em uma sátira nostálgica e irônica. Sem as baixarias habituais do humor brasileiro, o roteiro, ao desfecho, investe na dura realidade sem ser piegas nem baixo-astral. Direção: Johnny Araujo (Brasil, 2017, 94min). 12 anos.
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