Se Flávio fugiu, assume seu suplente, consogro de secretário de Trump?
Flávio disse: “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração"
A Polícia Federal cancelou, nesta terça (27/10), os passaportes do senador pelo Rio Flávio Bolsonaro (PL), depois que terminou o prazo para a entrega dos documentos. O candidato derrotado à Presidência havia sido intimado na segunda (26/10), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também o proibiu de deixar o país.
O paradeiro do senador entrou em discussão depois que o site argentino Infobae noticiar que ele teria atravessado a fronteira para Puerto Iguazú e seguiria para os Estados Unidos em um avião particular. A PF acionou as autoridades argentinas para verificar a informação, e o órgão de imigração do país vizinho informou que não havia registro de entrada de Flávio. Aliados do senador também negaram que ele tenha deixado o Brasil. Segundo o site Metrópoles, Flávio fugiu com a família para os EUA e pedirá asilo político a Trump. A agência Reuters também confirmou que ele está a caminho dos EUA.
Na segunda, depois de ser intimado, Flávio disse: “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Eu nunca falei que sairia do país. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, perguntou. A decisão está sob sigilo.
Se for confirmado que Flávio deixou o Brasil e obteve asilo político nos Estados Unidos, como lembrado pela jornalista Hildegard Angel, seu suplente no Senado até 31 de janeiro de 2027 é o empresário Paulo Marinho, que vem a ser sogro de John Conor Kennedy, filho de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo Donald Trump. Conor é casado com a cantora brasileira Giulia Be, com quem celebrou o casamento em outubro de 2026, numa grande festa, com boa parte da família Kennedy presente.
“Paulo Marinho não ocupa imediatamente o lugar dele, inclusive porque ele pode se licenciar durante 60 ou 90 dias, ou seja, uma data termina em dezembro e até lá o Paulo não pode fazer nada porque ele tem direito a se licenciar. Só depois de vencido o licenciamento é que o suplente poderia assumir, o que não vai acontecer. Não há a menor hipótese de Paulo Marinho assumir, a não ser que o Flávio anunciasse, o que obviamente ele não vai fazer porque ele perderia a imunidade até lá”, diz o advogado Helinho Saboya.






