TEATRO

Engajamento e graça

A Companhia do Latão usa humor para levantar reflexões críticas sobre a sociedade em O Patrão Cordial, atração no CCBB

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Trupe politizada, a Companhia do Latão não se afasta da postura crítica em O Patrão Cordial. Tendo por base a peça O Senhor Puntila e seu Criado Matti, de Bertolt Brecht, e o estudo Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, o diretor Sérgio de Carvalho assina a trama protagonizada por Cornélio, um rico proprietário de terras (Ney Piacentini). Sóbrio, o sujeito é um ditador; bêbado, um bonachão. A situação se complica quando Vidinha (Helena Albergaria), sua filha, se engraça com o motorista Vitor (Rogério Bandeira). Outros cinco atores dividem-se por vários personagens. Situado na década de 70, o texto resgata um discurso que pode soar antiquado, calcado na questão da luta de classes, mas sugere reflexões pertinentes sobre a famosa cordialidade brasileira e as perversas relações entre patrão e empregado. A montagem funciona também como comédia, muito graças à desenvoltura do elenco (100min). 12 anos. Estreou em 26/6/2013.

Centro Cultural Banco do Brasil ? Teatro III (97 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Quarta a domingo, 19h. R$ 6,00. Bilheteria: a partir das 9h (qua. a dom.). Até dia 28.

Fonte: VEJA RIO