TEATRO

A arte do disparate

Dois espetáculos em cartaz na cidade reverenciam a tradição do absurdo no palco

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Janderson Pires/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Expressão cunhada pelo crítico inglês Martin Esslin (1918-2002) no fim da década de 50, teatro do absurdo define a dramaturgia que se opõe à tradição realista. Enquadram-se no gênero duas tramas de nonsense em cartaz na cidade. Uma delas é um clássico do espanhol Fernando Arrabal: Piquenique no Front. A comédia de 1952 conta a história de Zapo (Leo Campos), soldado incompetente que recebe a visita dos pais (Alexandre Lino e Mariana Martins) para um lanche em pleno campo de batalha. O carioca Jô Bilac não tem seu nome vinculado à corrente que reuniu, além de Arrabal, nomes como Ionesco e Beckett, mas também parte de uma premissa insólita para desenvolver a história de ✪✪✪ Cucaracha. No drama de sua autoria, uma paciente em coma (Júlia Marini) e a enfermeira que cuida dela (Carolina Pismel) travam um diálogo repleto de poe­sia e toques de humor.

Cucaracha (60min). 16 anos. Teatro Gláucio Gill (102 lugares). Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, ☎ 2332-7904, ? Cardeal Arcoverde. Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 16h (qua. e qui.). Até 22 de agosto. Reestreou em 10/7/2013.

Piquenique no Front (50min). 14 anos. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (70 lugares). Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa, ☎ 2215-0621. Sexta a domingo, 19h30. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 18h (sex. a dom.). Até 18 de agosto. Estreou em 12/7/2013.

Fonte: VEJA RIO