TEATRO

Uma relação passional

O atribulado romance entre dois grandes nomes da escultura inspira o drama Camille e Rodin, atração no Maison de France

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪

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(Foto: Redação Veja rio)

Em 1884, Camille Claudel (1864-1943) começou a trabalhar no ateliê de Auguste Rodin (1840-1917) como assistente do então já reputado escultor. A relação entre mestre e discípula não demoraria a se tornar uma paixão tão ardente quanto conturbada: a relutância dele em abandonar a mulher com quem era casado e a busca dela por um lugar ao sol no meio artístico eram motivos de brigas constantes ? e crescentemente furiosas ? entre os dois. É essa a matéria do drama Camille e Rodin, de Franz Keppler. Dirigidos por Elias Andreato, Melissa Vettore e Leopoldo Pacheco interpretam os amantes, cuja passionalidade incide sobre o texto de forma ambígua: a exposição dos conflitos é incontornável, mas sua reiteração soa desmesurada. A direção antes reforça esse exagero, em vez de di¬luí-lo. Há, porém, ideias interessantes, como as poéticas marcações em que os atores parecem posar como esculturas. Envolvido por uma produção caprichada, com belo cenário e luz, o elenco se entrega, exibindo o ímpeto dos personagens (75min). 12 anos. Estreou em 14/3/2014.

Teatro Maison de France (352 lugares). Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro, ☎ 2544-2533. →→Quinta e sexta, 20h; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (qui. e sex.) e R$ 60,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). IC.

Estac. c/manobr. (R$ 15,00). Até domingo (13).

Fonte: VEJA RIO