DUPLA INTERPRETAÇÃO

Atrizes que vivem Frida Kahlo falam da pintora

Rose Germano, estrela de Frida Kahlo, a Deusa Tehuana, e Leona Cavalli, em cartaz com Frida y Diego, perguntam uma à outra sobre a artista mexicana

Por: Rafael Teixeira

Frida y Diego
Leona: no Teatro Maison de France depois do Carnaval (Foto: Gisela Schlogel/Divulgação)

LEONA: O que inspirou você a viver Frida em Frida Kahlo, a Deusa Tehuana?

ROSE: Há uma similaridade entre as culturas mexicana e brasileira, especificamente a nordestina, em que estão as minhas raízes. Sou de Riacho do Meio, uma cidadezinha no interior da Paraíba. Foi aí que me inspirei, nesse povo guerreiro, nas histórias de mulheres cheias de vida e coragem.

LEONA: Qual a importância dereviver a história de Frida hoje?

ROSE: Não é pelo mito no qual ela foi transformada, essa personagem pop não nos interessou. Hoje, Frida está estampada em todos os lugares, cultuada no mundo. Para mim, a importância de reviver essa história está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Frida é a desmedida das coisas, estáfora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza.

Frida Kahlo a Deusa Tehuana
Rose: de volta ao circuito no Teatro Candido Mendes (Foto: Carlos Cabera/Divulgação)

ROSE: Como você se preparoupara viver uma personagem tão complexa em Frida y Diego?

LEONA: Mergulhei na leitura de sua biografia, cartas, diário. Fui ao México, visitei o Museu Frida Kahlo, onde está grande parte de suas obras originais, e o ateliê onde viveu com Diego Rivera. Mas é sobretudo nas suas referências culturais que busco inspiração, na maravilhosa cultura mexicana, nas canções populares, no tipo de arte que ela amava, na sua paixão por Diego e por seus ideais, na sua imensa força de superação.

ROSE: O que ficaria de Frida para a atriz Leona Cavalli?

LEONA: O exemplo e a inspiraçãode uma artista apaixonada pela vida e por seus ideais humanistas,que jamais se acomodava diantede suas limitações, se reinventava constantemente com maravilhosa autenticidade e se transformouem sua própria obra de arte.

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Fonte: VEJA RIO