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A mostra de Adriana Varejão, o show doa Titãs, a peça infantil A Viagem de Clarinha e a peça O Médio e Monstro

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EXPOSIÇÃO

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Adriana Varejão. Exibida em São Paulo entre setembro e dezembro do ano passado, História às Margens levou mais de 60?000 pessoas ao Museu de Arte Moderna. Primeira panorâmica da renomada artista, a mostra tem tudo para bisar o êxito no MAM carioca. Quarenta obras compõem o acervo, que privilegia sua produção de 1991 para cá. Espalham-se pelos trabalhos conhecidas ? e visualmente estonteantes ? obsessões de Adriana: a arte barroca, o mar, a azulejaria do período colonial brasileiro e vísceras. Convivem em notável harmonia telas serenas e convidativas, como O Sedutor (2004), que mostra um cômodo de azulejos azuis, e outras de agressiva beleza. Um exemplo: em Extirpação do Mal por Incisura (1994), parte do quadro na parede assemelha-se a um tecido vivo que, arrancado, repousa sobre uma maca em frente. Vale a pena deter-se por mais tempo diante de Parede com Incisões à la Fontana (2000). Resumo das intenções de sua autora, a criação pertence à mesma série da peça que, em 2011, atingiu cerca de 3 milhões de reais em um leilão da Christie?s londrina. Saiba mais na coluna Exposições.

SHOW

Marcelo Tinoco / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Titãs. Em junho de 2012, ano em que o grupo paulista completou três décadas de estrada, o anúncio de uma apresentação ao vivo dedicada a Cabeça Dinossauro provocou alvoroço. O que era para ser o resgate comemorativo de um disco emblemático virou turnê, com lotação esgotada em todo o país, e DVD ao vivo, cujo lançamento acontece no sábado (2) no Circo Voador. Gravado em 1986, o terceiro LP de Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin, Paulo Miklos, Marcelo Fromer (1961-2001), Branco Mello, Arnaldo Antunes e Nando Reis transformou a banda, que até então só havia emplacado o single Sonífera Ilha, em um gigante do rock nacional. Com levada punk, guitarras poderosas e letras contestadoras, doze das treze faixas atingiram o topo das paradas de sucessos no rádio. Na íntegra, e pela ordem, canções como Polícia, Igreja, Família e Homem Primata serão lembradas na Lapa por Bellotto (guitarra), Mello (voz e baixo), Britto (voz, teclado e baixo) e Miklos (voz e guitarra), remanescentes da formação original, acompanhados de Mario Fabre (bateria). Saiba mais na coluna Shows.

CRIANÇAS

Guga Melgar
(Foto: Redação Veja rio)

A Viagem de Clarinha. Ainda garotinha, ela inspirou o livro escrito pela tia em 1970. Crescida, dirige a adaptação da obra de Maria Clara Machado (1921-2001) em cartaz no Espaço Tom Jobim. Cacá Mourthé leva ao palco a história da menina (interpretada por Valentina Bandeira e Rachel Rennhack, divertidíssimas em cena) que, brincando com barquinhos de papel na banheira, é sugada pelo ralo e vai parar em alto-mar. Três inventivos cenários de Ronald Teixeira representam os ambientes da narrativa: o banheiro, o oceano e suas profundezas. O público integra-se à fábula entrando literalmente pelo cano, uma estrutura de bambolês e pano, e atravessando a floresta onde Clarinha atraca com sua embarcação de jornal. Adultos e crianças participam juntos da brincadeira. Tiradas que atualizam o texto e o visual da caprichada montagem, com detalhes como o revolto mar de tecido, são outros trunfos da peça. Saiba mais na coluna Crianças.

TEATRO

Andre? Vieira/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

O Médico e o Monstro. Clássico do suspense publicado pelo escocês Robert Louis Stevenson em 1886, o livro ganhou a primeira adaptação para os palcos já no ano seguinte. Em cartaz no Teatro Café Pequeno, a atual montagem é parente daquela estrelada por Ney Latorraca em 1994: ambas derivam da subversiva encenação criada pela companhia Teatro do Ridículo, do americano Charles Ludlam (autor do fenômeno O Mistério de Irma Vap, defendido de 1986 a 1997 por Latorraca e Marco Nanini). Espere, portanto, atuações que passam longe do naturalismo, com muito nonsense, pegada burlesca, alguma música, piadas escrachadas e homens em papéis de mulher (Marcelo Olinto e Michel Blois, os dois absolutamente impagáveis). A direção de Cesar Augusto assume com gosto o arrojo da proposta, e o elenco embarca junto. No papel do bom doutor Henry Jekyll e no de seu terrível alter ego, Edward Hyde, Bruce Gomlevsky lidera o afinado elenco, que conta ainda com Débora Lamm, Erica Migon, Hugo Resende e Isabel Cavalcanti. Clique aqui para saber mais.

Fonte: VEJA RIO