ROTEIRO DA SEMANA

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O show do ex-vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, o novo espetáculo de Bruce Gomlevsky, o sertão nordestino nas criações de Adir Botelho e a peça infantil Histórias de Alexandre, em cartaz no CCBB, são as dicas culturais da semana. Programe-se!

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

ROBERT PLANT. Aos 64 anos mais que aparentes, ele já não alcança os agudos que você ouvia no quarto LP do Led Zeppelin, aquele da capa dupla, lançado em 1971. Seu charme agora é outro. O cantor inglês de uma das mais importantes bandas de rock da história segue na estrada com disposição de iniciante. Pouco depois de lançar o DVD Live From the Artists Den, ao lado da Band of Joy, Plant trocou o repertório folk do trabalho (ótimo, aliás) por uma recaída no blues, curiosamente temperada por música africana ? Juldeh Camara, um dos integrantes de sua banda atual, a The Sensational Space Shifters, nasceu em Gâmbia e costuma chamar atenção ao vivo tocando o ritti, espécie de violino de uma corda só. Com essa turma nova, o astro volta ao Brasil pela terceira vez e se apresenta no HSBC Arena, na quinta (18). Além de interpretações para pérolas do blues da Inglaterra (I?m Your Wichdoctor, de John Mayall) e dos Estados Unidos (44, de Howlin? Wolf), estão previstos clássicos do Led Zeppelin do porte de Black Dog, Friends e Whola Lotta Love. Na volta para casa, vai dar até vontade de tirar o LP do armário.

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

ADIR BOTELHO. Um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, a Guerra de Canudos, ocorrida em 1896 e 1897, serviu de inspiração para diversas criações artísticas ? a mais famosa delas é o livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. Gravurista conceituado, o carioca Adir Botelho também bebeu nessa fonte, como revela a mostra Barbárie e Espanto em Canudos, na Caixa Cultural. São exibidos 142 expressivos trabalhos criados entre 1978 e 2001, divididos em duas séries que nunca haviam sido apresentadas completas ao público. Em Canudos, 120 xilogravuras ora evocam violência e desespero, ora aludem a religiosidade e cenas do cotidiano sertanejo. Feitos com carvão, 22 desenhos compõem Agonia e Morte de Antônio Conselheiro. Nessa lista, impressiona a densidade do traço, responsável pelo efeito palpável de profundidade obtido nas imagens.

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TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

O HOMEM TRAVESSEIRO. Um dos melhores atores de sua geração, Bruce Gomlevsky acumula o papel de diretor desta premiada comédia de humor negro, escrita pelo inglês Martin McDonagh, em cartaz no Teatro Laura Alvim. Katurian (Gomlevsky) é um escritor que vive em uma nação fictícia onde vigora um regime totalitário. Certo dia, ele e o irmão, Michal (Ricardo Blat), são detidos por dois detetives (Tonico Pereira e Miguel Thiré) devido à semelhança de seus contos com uma série de assassinatos que vêm sendo cometidos na cidade. Dizer mais do que isso estragaria as surpresas desta ótima montagem, cujas três horas se justificam em cada minuto. O primoroso texto passeia por assuntos como abuso de poder, intolerância, relações familiares e força da arte, sem perder a coesão. O elenco afinado valoriza os diálogos com performances de alto nível.

Confira mais informações na resenha do espetáculo

CRIANÇAS

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(Foto: Redação Veja rio)

HISTÓRIAS DE ALEXANDRE. Em cartaz no CCBB, o espetáculo é uma adaptação do livro de contos escrito por Graciliano Ramos (1892-1953) e lançado em 1938. À capacidade única do escritor alagoano de conciliar precisão e lirismo, a montagem acrescenta toques de esmero, como a presença em cena do sexteto Pedra Lispe. Embalados por música ao vivo, ganham o palco o vaqueiro Alexandre (Antonio Karnewale e Cesar Amorim se alternam no papel) e sua mulher Cesárea (Marcê Porena). Para driblar a miséria do dia a dia, ele conta causos mirabolantes, pesquisados no nosso folclore pelo autor, e nos quais aparece sempre como um herói invencível ? papel invariavelmente confirmado pela fiel mulher. No final de tanta prosa, os personagens ganham um alento: a areia que enchia garrafas e colaborava para a aridez do cenário vira água em um truque surpreendente.

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Fonte: VEJA RIO