ROTEIRO DA SEMANA

Três perguntas para Guta Stresser

Mais conhecida como a Bebel do seriado A Grande Família, a atriz encara, aos 39 anos, sua primeira experiência para valer na direção de teatro

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Mais conhecida como a Bebel do seriado A Grande Família, há doze anos na grade da TV Globo, a atriz tem larga experiência teatral, iniciada ainda em Curitiba, sua cidade natal. Aos 39 anos, ela encara aquela que considera ser sua primeira experiência para valer na direção: comanda a montagem de Medea en Promenade, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal. No fim do mês, Guta Stresser volta ao palco na reestreia de O Casamento, adaptação da obra de Nelson Rodrigues pela qual foi indicada ao Prêmio Shell de 1997 na categoria de melhor atriz.

A reestreia de O Casamento, prevista para o fim de agosto, chegou a complicar seu trabalho em Medea en Promenade? Inicialmente, eu seria uma das atrizes de Medea. Quando, meio de repente, foi anunciado que o projeto sairia do papel, fiquei mesmo preocupada. Aí a Ana Bugarim, idealizadora da encenação, disse que o diretor originalmente escalado teve de sair e me convidou para substituí-lo. Foi ótimo, porque pude conciliar com O Casamento, um divisor de águas em minha carreira. O João (Fonseca, diretor de O Casamento) e o Nelson (Rodrigues, autor da peça) nasceram um para o outro.

Nervoso, seu marido, fez a trilha sonora de Medea en Promenade e você já dirigiu dois clipes da banda dele, Nervoso e os Calmantes. Como é trabalhar em casal? É fácil dirigir o Nervoso. Eu é que sou uma diretora meio brava, às vezes. Sou muito passional, mas é para o bem. Minha vontade de dirigir clipes vem da minha experiência na TV. Depois de doze anos, a gente começa a entender alguns conceitos e quer pôr em prática.

Após doze anos de A Grande Família, por quanto tempo ainda veremos a Bebel na TV? A temporada do ano que vem está garantida, até onde eu sei. Bebel foi a personagem que me deu o reconhecimento público, trouxe uma visibilidade que eu não tinha, apesar da minha trajetória anterior como atriz. Além disso, ser contratada em uma emissora significa segurança financeira e abre portas para viabilizar outros projetos. Para mim, foi uma bênção conseguir o papel, logo eu, que nunca tinha feito absolutamente nada em televisão antes. Amo A Grande Família. Por mim, esse programa não acabaria nunca.

Fonte: VEJA RIO