ROTEIRO DA SEMANA

Exposições

Percorremos as melhores exposições da semana para indicar o que você não pode perder

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

ESTREIAS

GENEALOGIAS DO CONTEMPORÂNEO ? COLEÇÃO GILBERTO CHATEAUBRIAND/MAM RIO. Mostra de longa duração, inaugurada em agosto de 2010, conta com uma seleção de obras do colecionador Gilberto Chateaubriand ? cujo acervo foi cedido em comodato ao MAM. Reformulada, ela reabre com algumas novidades, a exemplo de uma escultura de mármore de Victor Brecheret, uma gravura de Tomie Ohtake e um objeto de Waltercio Caldas. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). A partir de domingo (7). www.mamrio.com.br.

SUPER 8. Vídeos de quarenta artistas contemporâneos de várias partes do mundo integram a exposição, que já passou por Estados Unidos e Alemanha. A cada dia é exibido apenas um vídeo, repetidamente. No domingo (7), a obra apresentada será R.O.C. (40 Plus One), do português Julião Sarmento. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 2 de junho. A partir de domingo (7). www.mamrio.com.br.

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ MOVIE-SE: NO TEMPO DA ANIMAÇÃO. Idealizada pelo Barbican Centre, prestigiada instituição londrina, reúne mais de 100 filmes de vários estilos, épocas e nacionalidades. Há produções históricas, como A Música (1903), de Georges Méliès, na qual a cabeça do pioneiro realizador é magicamente arremessada contra uma partitura. Betty Boop, Zé Colmeia, Pernalonga e Branca de Neve dividem espaço com animações japonesas, a exemplo de Akira, de Katsushiro Otomo, e filmes que só existem graças a animadores, como Jurassic Park. Entre as surpresas, Vincent (1982), curta de Tim Burton, expõe o estilo soturno que viria a se tornar marca registrada do diretor do recente Frankenweenie. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até domingo (7).

EM CARTAZ

✪✪✪ O ABRIGO E O TERRENO ? ARTE E SOCIEDADE NO BRASIL I. Montada por Paulo Herkenhoff (também curador do MAR) e Clarissa Diniz, a exposição tem como tema a cidade ? o Rio tem algum protagonismo em boa parte das obras, mas a ideia é abranger o conceito de urbe de maneira mais ampla. No acervo de cerca de 100 criações, figuram entre os destaques duas fotografias de Miguel Rio Branco, Dog Man e Man Dog, de 1979, que mostram, respectivamente, um cachorro vadio e um sem-teto deitados na calçada, provocando incômoda analogia. Xilografias de Adir Botelho revelam cenas de angústia, desespero e morte ? é o caso de Vigário Geral (1994), referência à chacina ocorrida naquela favela carioca. Outros nomes presentes são Adriana Varejão, Waltercio Caldas, Hélio Oiticica e Ernesto Neto. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 14 de julho. www.museumar.com.

✪✪✪ AQUISIÇÕES ? PRÊMIO MARCANTONIO VILAÇA/FUNARTE. Em novembro passado, o MAM venceu o Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte, para aquisição de obras de arte. O valor pago permitiu a compra de obras de Carlos Vergara, Emil Forman, Cao Guimarães e Maria Nepomuceno ? os trabalhos dos três primeiros são apresentados nesta coletiva. Vergara exibe quatro criações produzidas desde a década de 60, entre as quais se destaca uma tela sem título de 1995, trabalhada com monotipia, pintura e pigmentos. Forman comparece com 22 fotografias, uma série de desenhos e uma curiosa instalação composta de 2?500 cartões ilustrados que ele já havia apresentado no próprio MAM em 1975. Guimarães é o autor de uma videoinstalação e das bem-humoradas fotografias da série Gambiarra. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ CANTOS CUENTOS COLOMBIANOS. Leia em Veja Rio Recomenda (pág. 8). Casa Daros. Rua General Severiano, 159, Botafogo, ☎ 2275-0246. Quarta a sábado, 12h às 20h; domingo, 12h às 18h. Grátis até 14 de abril. A partir de 15 de abril: R$ 12,00. Grátis para crianças de até 12 anos e às quartas. Meia-entrada para idosos e estudantes com mais de 12 anos. A bilheteria fecha meia hora antes do término do horário de visitação. Até 24 de agosto. www.casadaros.net.

CHIARA BANFI. Marca do trabalho da artista, o diálogo das artes plásticas com a música está no cerne da individual No No Yes Please. Ela evoca esse universo em doze criações, a exemplo dos dois polípticos de doze peças que encerram, cada uma delas, um LP não gravado e uma capa. Há ainda uma série de seis obras que representam violões, mas sem as caixas acústicas, apenas com escudos de acrílico que fazem referência a marcas famosas como Fender e Gibson. R$ 18?000,00 a R$ 30?000,00. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até dia 26. www.silviacintra.com.br.

✪✪✪ O COLECIONADOR: ARTE BRASILEIRA E INTERNACIONAL NA COLEÇÃO BOGHICI. Romeno radicado no Brasil, Jean Boghici franqueou a exibição de um expressivo recorte de sua coleção. Os estilos são variados: há pintura russa, nova figuração, abstração construtiva e surrealismo, entre outras escolas. Em meio às 136 obras, é possível encontrar nomes do quilate de Tarsila do Amaral, Frans Krajcberg, Waltercio Caldas, Lygia Clark, Max Bill, Amedeo Modigliani e Auguste Rodin. A ambientação criada por Daniela Thomas e Felipe Tassara é incomum. Divididos em duas salas, os trabalhos não foram presos às paredes, mas sustentados por cabos de aço, dando a impressão de que estão flutuando. A ausência de legendas à vista (todas as informações estão no fôlder entregue ao visitante) e a proximidade entre as obras evoca a mente do ex-marchand Boghici, em que tudo se mistura e não há uma hierarquia pré-determinada na seleção. Para alguns, pode ser confuso. Para outros, arrebatador. Curadoria de Leonel Kaz e Luciano Migliaccio. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 1º de setembro. www.museumar.com.

CONVITE À VIAGEM ? RUMOS ARTES VISUAIS 2012/2013. Resultado do mais recente edital do programa do Instituto Itaú Cultural para artes visuais, a coletiva reúne 108 obras de 45 artistas de todas as regiões do país. Como é de esperar em uma exposição desse tipo, o leque é abrangente: pintura, fotografia, vídeo e instalação são algumas das técnicas apresentadas. Curadoria de Agnaldo Farias. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 19 de maio. www.pacoimperial.com.br.

✪✪✪✪ FOTOLIVROS LATINO-AMERICANOS. Com curadoria de Horacio Fernández, historiador e professor na Facultad de Bellas Artes de Cuenca, na Espanha, a mostra apresenta livros de fotografia da América Latina publicados desde os anos 1920. São 66 títulos, além de uma ampla seleção de fotos e vídeos produzidos a partir dos registros das próprias publicações. A especificidade do tema não torna a exposição menos atraente. Interessantes textos informativos explicam como os fotolivros assumiram uma grande variedade de papéis ao longo dos anos ? da propaganda política ao registro de momentos históricos, passando por imagens mais conceituais. Vale se deter na obra de dois brasileiros: Miguel Rio Branco exibe as fotos a um só tempo belas e incômodas do livro Nakta (1996), e José Medeiros assina o trabalho de alto valor antropológico reunido em Candomblé (1957). Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 16 de junho.

✪✪✪ IVAN SERPA. Um dos grandes representantes do movimento concretista brasileiro, Serpa (1923-1973) tem 97 criações reunidas na exposição, realizada com curadoria de outro artista: Adriano de Aquino. O estilo geométrico que lhe deu fama está presente na seleção, mas a ideia da mostra é oferecer um acervo mais abrangente. Assim, são exibidos também alguns trabalhos figurativos na coleção de telas e desenhos, incluindo naturezas-mortas do início de sua carreira. Chama atenção uma obra inacabada de 1973, na qual é possível tentar antever a ideia final do artista. É só uma pena que na montagem não tenha havido nenhuma preocupação em situar o visitante, contextualizando a carreira de Serpa e sua importância para a arte brasileira. Caixa Cultural ? Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 28. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪ LAERCIO REDONDO. Em Contos sem Reis, o artista promove um diálogo com a história e a arquitetura da Casa França-Brasil. No salão central está a obra Ponto Cego, uma construção de madeira de 12 metros de largura por 4 de altura na qual se lê a palavra ?revolver? (no sentido de investigar ou examinar). Uma das salas laterais abriga três trabalhos inéditos nos quais Redondo se apropria de imagens do livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de

Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Uma delas é especialmente curiosa: um silk screen sobre madeira que parece ser inteiramente negro, mas, visto de certo ângulo, revela uma reprodução do quadro O Entrudo, de Debret. Por fim, a escultura sonora Carmen Miranda ? Uma Ópera da Imagem evoca a imagem da cantora. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 5 de maio.

✪✪✪ LASAR SEGALL. Expoente do modernismo brasileiro, Lasar Segall (1891-1957) tem 61 obras reunidas em Percursos no Papel. Como sugere o nome, todos os trabalhos têm o papel como suporte: são desenhos, aquarelas, guaches e gravuras em diversas técnicas. Curadoria de Adrienne Firmo. Caixa Cultural ? Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 28. www.caixacultural.com.br.

✪✪ LAURA ERBER. Musa sem Cabeça reú­ne uma série de telegramas que a artista enviou ao ?Senhor MAM?, como ela se refere ao Museu de Arte Moderna. Os textos trazem poemas, citações, ficção, registros de cenas vistas no museu e perguntas. A ideia é curiosa, mas a montagem da exposição, com os telegramas pregados em cavaletes, soa monótona ao visitante menos afeito às idiossincrasias da arte contemporânea. Curadoria de Luiz Camillo Osorio. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até dia 14. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ LUGAR NENHUM. Oito artistas contemporâneos brasileiros estão reunidos nesta coletiva: os pintores Rodrigo Andrade, Marina Rheingantz e Ana Prata e os fotógrafos Celina Yamauchi, Lina Kim, Luiza Baldan, Rubens Mano e Sofia Borges. O acervo conta com 56 obras que, em sua maioria, evocam lugares vazios e não identificados. Há um curioso diálogo entre os trabalhos. Enquanto os pintores criam suas telas a partir de imagens fotográficas, os fotógrafos muitas vezes se valem de manipulações nas imagens. Curadoria de Lorenzo Mammì e Heloisa Espada. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 2 de junho.

✪✪✪ A MÃO LIVRE DE LUIZ CARLOS RIPPER. Um dos grandes cenógrafos e figurinistas do teatro e do cinema brasileiros, o carioca Ripper (1943-1996) tem sua trajetória celebrada na exposição montada sob a curadoria de Lidia Kosovski. O rico acervo reúne cerca de 200 desenhos, croquis e escritos, apresentados em originais, reproduções e imagens projetadas, além de fotos de cena e fragmentos de filmes que contaram com a sua participação. Na seção dedicada à atuação de Ripper no teatro, sua importância é destacada de maneira curiosa: em vez dos tradicionais textos explicativos, há críticas reais de peças nas quais ele trabalhou, um testemunho mais vivo do impacto de seu trabalho. Atenção para as maquetes dos inovadores cenários de Hoje É Dia de Rock (1971), no qual o cenógrafo pôs uma passarela atravessando a plateia, e Avatar (1974), realizado nos arredores dos pilotis do MAM. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 21. www.correios.com.br.

✪✪✪✪ MÁRCIA X. Uma das artistas mais provocadoras de sua geração é homenageada com a retrospectiva Arquivo X. A ambientação é tão instigante quanto a trajetória da carioca Márcia Pinheiro de Oliveira (1959-2005): instalações, objetos, desenhos e pinturas misturam-se de forma orgânica a um sem-número de documentos pessoais. Performances que deram notoriedade à artista são lembradas. Está lá, por exemplo, a polêmica Desenhando com Terços, resultado de uma apresentação de 2000, em que Márcia dispunha os objetos religiosos no chão, formando imagens de órgãos sexuais masculinos. Silhuetas fálicas, aliás, espalham-se pela mostra ? cujo acesso é proibido para menores de 18 anos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até dia 14. www.mamrio.com.br.

MARIA LYNCH. Na individual Acontecimento Encarnado, a artista carioca nascida em 1981 reúne dez pinturas em grandes dimensões, duas em formato menor, uma instalação e um vídeo. A partir de R$ 22?000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873 e 2540-6446. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até dia 13.

MARTA JOURDAN. Na maior individual de sua carreira, a artista exibe uma série de esculturas cinéticas e um filme. Toda a produção é recente, feita entre 2008 e 2012, e os trabalhos têm alguma ligação com líquidos ? água, óleo e até estanho derretido. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2017. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até dia 28.

✪✪✪✪ UM OLHAR SOBRE O BRASIL. Com cerca de 300 fotografias, a mostra abarca quase dois séculos de Brasil, de 1833 a 2003. Para contar tanta história, personagens conhecidos e anônimos dividem espaço nos retratos. Em uma das salas se concentra o material mais antigo ? há poses tanto de dom Pedro II quanto de tipos simples, mas expressivos, a exemplo do vendedor de vassouras imortalizado por Marc Ferrez em 1899. A foto como documento revela cenas da Guerra de Canudos, no alvorecer da República, da construção de Brasília e da repressão política durante a ditadura militar, entre outros momentos. Multiplicam-se no acervo nomes representativos dos mais variados campos de atuação. A lista vai do presidente Getúlio Vargas ao compositor Chico Buarque, passando por Lampião, o cangaceiro, e Leônidas da Silva, o craque da bola. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até dia 21.

✪✪✪ POLARIDADES ? COLEÇÕES MAM. Montada sob curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, a exposição celebra 65 anos de fundação do MAM. São apresentadas 31 obras, produzidas entre 1950 e 1974 em diferentes técnicas e suportes. Os trabalhos pertencem a dois acervos: o do próprio MAM e o do colecionador Gilberto Chateaubriand, que é cedido em comodato ao museu. Oito artistas do mais alto calibre, entre brasileiros e estrangeiros, estão representados. Integram a lista os alemães Gerhard Richter e Josef Albers, o belga Henri Michaux, o americano Jackson Pollock, o gaúcho Iberê Camargo, os cariocas Ivan Serpa e Hélio Oiticica, o paulista Geraldo de Barros e os mineiros Willys de Castro, Raymundo Colares e Lygia Clark. Chamam atenção seis fotografias de Barros, nas quais fica evidente o seu flerte com a abstração geométrica, e cinco esculturas de borracha da série Obra Mole, de Lygia Clark. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

✪✪✪✪ RIO DE IMAGENS: UMA PAISAGEM EM CONSTRUÇÃO. A alentada seleção feita pelos curadores Rafael Cardoso e Carlos Martins aborda a evolução da cidade ao longo de quatro séculos. São cerca de 400 obras, entre telas, esculturas, fotografias, gravuras, cartazes, vídeos e outras técnicas. Uma das salas reúne uma série de óleos do século XIX, com paisagens da cidade que merecem ser contempladas ? atenção para uma bucólica Rua São Clemente, pintada por Bernhard Wiegant em 1884. Em outro ambiente, o destaque é a Avenida Central (antiga Rio Branco), com reproduções de fachadas, fotografias e um vídeo criado para a mostra que promove um passeio pela via nos seus primórdios. Destacam-se ainda trabalhos de grandes nomes do modernismo brasileiro, a exemplo de Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Ismael Nery e Di Cavalcanti. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 28 de julho. www.museumar.com.

✪✪✪ RUBEM GRILO. Mineiro radicado no Rio, um dos maiores gravadores brasileiros inspira a retrospectiva A Trajetória do Artista. A seleção reúne 112 xilogravuras produzidas desde os anos 70. Nelas, chamam a atenção o que parecem ser duas obsessões de Grilo: uma série de utensílios imaginários, como um compasso de dois centros e uma chave cuja fechadura está nela mesma, e figuras humanas bizarras, a exemplo da mulher que tem bocas nos olhos e no nariz e do sujeito de olhos nas mãos. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. → Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de maio. www.mnba.gov.br.

✪✪✪ VINÍCIUS S.A. Em Lágrimas de São Pedro, o artista baiano exibe uma única instalação. A obra é formada por 6?000 lâmpadas cheias d?água, presas ao teto e pendendo de diferentes alturas. Ao entrar no ambiente, o visitante tem a sensação de estar em meio a uma chuva em que enormes gotas estão congeladas no espaço. Uma espécie de cântico completa a ambientação. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de maio. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪✪ VONTADE CONSTRUTIVA NA COLEÇÃO FADEL. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra é composta de cerca de 250 obras ? a maioria pertence ao colecionador carioca Sérgio Fadel, mas também há peças do acervo do Museu de Arte do Rio, do qual Herkenhoff também é curador. Todos os trabalhos foram produzidos por artistas brasileiros ligados de alguma forma ao concretismo. A questão da geometria já se revela em obras que antecedem o movimento, como A Boneca (1928), de Tarsila do Amaral, e Roda de Samba (1929), de Di Cavalcanti. Artistas que se dedicaram intensamente à abstração geométrica, a exemplo de Ivan Serpa, Willys de Castro e Hércules Barsotti, estão presentes. Textos explicativos espalhados pela mostra valem como uma aula. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 7 de julho. www.museumar.com.

Fonte: VEJA RIO