ROTEIRO DA SEMANA

Exposições

Percorremos as melhores exposições da semana para indicar o que você não pode perder

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

ESTREIAS

O BESNUMISMÁTICA E O BRASIL. Atração do Ano de Portugal no Brasil, a exposição reúne 150 moedas e barras de ouro da Coleção Banco Espírito Santo (BES), que fica em Portugal. Peças deste acervo, apresentadas ao público pela primeira vez, permitirão ao visitante conhecer mais sobre a história do Brasil. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, ☎ 2550-9220. → Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, 14h às 18h. R$ 8,00. Grátis para menores de 5 anos, maiores de 65 e aos domingos. A bilheteria fecha meia hora antes. Até 20 de junho. A partir de quinta (21). www.museuhistoriconacional.com.br.

LASAR SEGALL. Um dos mais importantes nomes do modernismo brasileiro, Lasar Segall (1891-1957) tem 61 obras reunidas em Percursos no Papel. Como sugere o nome, todos os trabalhos têm o papel como suporte: são desenhos, aquarelas, guaches e gravuras em diversas técnicas, como xilogravura, ponta-seca, água-forte e litogravura. Curadoria de Adrienne Firmo. Caixa Cultural ? Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de abril. A partir de terça (19). www.caixacultural.com.br.

LUIZA BALDAN. A videoinstalação Índice é a única obra que a artista apresenta no MAM. O trabalho consiste em uma câmera de segurança instalada em uma parede externa do museu, que capta imagens e as transmite, em tempo real, para uma tela na mesma parede, porém na parte interna. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 2 de junho. A partir de domingo (24). www.mamrio.com.br.

A ORIGEM DE TUDO. Compõem a coletiva cerca de trinta obras recentes de três artistas contemporâneos: Jeanete Musatti, Nazareth Pacheco e Walmor Corrêa. Fotografias, objetos e pequenas instalações estão no acervo. Preços sob consulta. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaripe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até 16 de abril. A partir de quinta (21). www.lucianacaravello.com.br.

RUBEM GRILO. Mineiro radicado no Rio, um dos maiores gravadores brasileiros ganha retrospectiva, batizada de A Trajetória do Artista. A seleção reúne 123 xilogravuras produzidas desde os anos 70. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. → Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de maio. A partir de quarta (20). www.mnba.gov.br.

VINÍCIUS S.A. Em Lágrimas de São Pedro, o artista baiano exibe uma única instalação. A obra é formada por 6?000 lâmpadas cheias d?água, presas ao teto e pendendo de diferentes alturas. Ao entrar no ambiente, o visitante tem a sensação de estar em meio a uma chuva. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de maio. A partir de terça (19). www.caixacultural.com.br.

ZEZÃO. Egresso da arte de rua, onde se destacou como grafiteiro, o paulistano apresenta a individual Lembranças de um Passado Adormecido, com curadoria de Vanda Klabin. São exibidas doze obras em técnicas variadas que têm em comum o uso do grafite. R$ 5?000,00 a R$ 30?000,00. Athena Contemporânea. Avenida Atlântica, 4240 (Shopping Cassino Atlântico), lojas 210 e 211, ☎ 2513-0239. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de abril. A partir de sexta (22).

ÚLTIMA SEMANA

EXPOSIÇÃO DE VERÃO. Criada em 2004, a coletiva costuma apresentar ao público nomes com credenciais para despontar na cena contemporânea. Em sua décima edição, dez participantes passaram pelo crivo da curadora Luisa Duarte. Pela primeira vez, as apostas da casa dividem espaço com criadores que já ostentam sólidas carreiras. Neste grupo estão Cinthia Marcelle, Laercio Redondo, Marcius Galan, Pedro Motta, Sara Ramo e Marilá Dardot ? esta a única que nunca participou da Exposição de Verão. Quatro artistas integram a ala dos jovens promissores: Adriano Costa, Clara Ianni, Regina Parra e Jimson Vilela. O acervo apresentado mistura colagens, esculturas, pinturas, fotografias, vídeos e instalações. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até sexta (22). www.silviacintra.com.br.

EM CARTAZ

✪✪✪ O ABRIGO E O TERRENO ? ARTE E SOCIEDADE NO BRASIL I. A mostra é o pontapé inicial de um projeto que deve se estender pelos próximos cinco anos, voltado para a investigação de questões ligadas à ocupação do espaço público e à dinâmica da sociedade. Montada por Paulo Herkenhoff (também curador do MAR) e Clarissa Diniz, a exposição tem como tema a cidade ? o Rio tem algum protagonismo em boa parte das obras, mas a ideia é abranger o conceito de urbe de maneira mais ampla. No acervo de cerca de 100 criações, figuram entre os destaques duas fotografias de Miguel Rio Branco, Dog Man e Man Dog, de 1979, que mostram, respectivamente, um cachorro vadio e um sem-teto deitados na calçada, provocando incômoda analogia. Xilografias de Adir Botelho revelam cenas de angústia, desespero e morte ? é o caso de Vigário Geral (1994), referência à chacina ocorrida naquela favela carioca. Outros nomes presentes são Adriana Varejão, Waltercio Caldas, Hélio Oiticica e Ernesto Neto (os dois últimos com trabalhos interativos). Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 14 de julho. www.museumar.com.

AQUISIÇÕES ? PRÊMIO MARCANTONIO VILAÇA/FUNARTE. Em novembro passado, o MAM venceu o Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte, para aquisição de obras de arte. O valor pago permitiu a compra de obras de Carlos Vergara, Emil Forman, Cao Guimarães e Maria Nepomuceno ? os trabalhos dos três primeiros são apresentados nesta coletiva. Vergara exibe uma série de criações gráficas e fotografias produzidas desde a década de 60. Forman comparece com uma instalação composta de 2?500 imagens que ele já havia apresentado no próprio Museu de Arte Moderna em 1975. Guimarães é o autor de uma videoinstalação e das fotografias da série Gambiarra. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ CLEMENTINA DUARTE. A mostra apresenta joias criadas pela artista desde os anos 60. Sob curadoria de Denise Mattar, foram selecionadas noventa peças confeccionadas em ouro e prata com diamantes, pérolas, ônix, águas-marinhas e topázios, entre outras pedras preciosas brasileiras. Algumas joias apresentam curvas inspiradas na arquitetura de Oscar Niemeyer (1907-2012). Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 14 de abril.

✪✪✪ O COLECIONADOR: ARTE BRASILEIRA E INTERNACIONAL NA COLEÇÃO BOGHICI. Romeno radicado no Brasil, Jean Boghici franqueou a exibição de um expressivo recorte de sua coleção ? uma das mais importantes do país. Os estilos são variados: há pintura russa, nova figuração, abstração construtiva e surrealismo, entre outras escolas. Em meio às 136 obras, é possível encontrar nomes do quilate de Tarsila do Amaral, Frans Krajcberg, Waltercio Caldas, Lygia Clark, Max Bill, Amedeo Modigliani e Auguste Rodin. A ambientação criada por Daniela Thomas e Felipe Tassara é incomum: divididos em duas salas, os trabalhos não foram presos às paredes, mas sustentados por cabos de aço, dando a impressão de que estão flutuando. A ausência de legendas à vista (todas as informações estão no folder entregue ao visitante) e a proximidade entre as obras evoca a mente de Boghici, em que tudo se mistura e não há uma hierarquia pré-determinada entre as obras. Para alguns, pode ser confuso. Para outros, arrebatador. Curadoria de Leonel Kaz e Luciano Migliaccio. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 1º de setembro. www.museumar.com.

CONVITE À VIAGEM ? RUMOS ARTES VISUAIS 2012/2013. Resultado do mais recente edital do programa do Instituto Itaú Cultural para artes visuais, a coletiva reúne 108 obras de 45 artistas de todas as regiões do país. Pintura, fotografia, vídeo e instalação são algumas das técnicas apresentadas. Curadoria de Agnaldo Farias. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 19 de maio. www.pacoimperial.com.br.

DENIS COSAC. Aos 28 anos, o carioca já expôs seu trabalho no Carrousel du Louvre, galeria no subsolo do mais famoso museu de Paris. Nesta individual, ele apresenta treze obras: uma instalação e o restante grafismos e acrílicas sobre tela. R$ 800,00 a R$ 8?000,00. Tramas Galeria de Arte. Avenida Atlântica, 4240 (Shopping Cassino Atlântico), loja 219, ☎ 2287-2036. Segunda a sábado, 11h às 18h. Grátis. Até 13 de abril.

✪✪✪ EDUARDO BERLINER. Novo ocupante da Sala A Contemporânea, o carioca Berliner apresenta cerca de trinta criações figurativas de dimensões variadas. Há desenhos em técnica mista, aquarelas e óleos sobre tela, além de duas esculturas e dois vídeos. Para além das cenas retratadas ? na verdade, fragmentos de situações ora cotidianas, por vezes surrealistas e até violentas ?, a montagem chama atenção: os trabalhos ocupam a maior parte das quatro paredes do espaço, sem gradação de importância a definir as posições, o que estimula o público a criar seu próprio percurso de visitação e buscar uma narrativa nas inúmeras associações possíveis entre as obras expostas. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até dia 31.

FIFI TONG. Gaúcha radicada em São Paulo, a fotógrafa se dedicou durante quinze anos a clicar famílias formadas por imigrantes estrangeiros e seus descendentes no Brasil. No projeto Origens, Fifi exibe 31 registros, incluindo um em que ela própria, de ascendência chinesa, aparece com a mãe, a avó e a filha. Espaço Furnas Cultural. Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, ☎ 2528-3112. Terça a sexta, 14h às 18h; sábado, domingo e feriados, 14h às 19h. Grátis. Até 5 de maio.

FOTOLIVROS LATINO-AMERICANOS. Com curadoria de Horacio Fernández, historiador e professor na Facultad de Bellas Artes de Cuenca, na Espanha, a mostra apresenta livros de fotografia da América Latina publicados desde os anos 1920. São 66 títulos, além de 119 fotos e dez vídeos produzidos a partir dos registros dos livros. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 16 de junho.

✪✪✪ IVAN SERPA. Um dos grandes representantes do movimento concretista brasileiro, Serpa (1923-1973) tem 97 criações reunidas na exposição, realizada com curadoria de outro artista: Adriano de Aquino. O estilo geométrico que lhe deu fama está presente na seleção, mas a ideia da mostra ? louvável, diga-se ? é oferecer um acervo mais abrangente. Assim, são exibidos também alguns trabalhos figurativos na coleção de telas e desenhos, incluindo naturezas-mortas do início de sua carreira. Chama atenção uma obra inacabada de 1973, na qual é possível tentar antever a ideia final do artista. É só uma pena que na montagem não tenha havido qualquer preocupação de situar o visitante, contextualizando a carreira de Serpa e sua importância para a arte brasileira. Caixa Cultural ? Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de abril. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪ JAN BANNING. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 31.

LAERCIO REDONDO. Em Contos sem Reis, o artista promove um diálogo com a história e a arquitetura da Casa França-Brasil. No salão central está a obra Ponto Cego, uma construção de madeira de 12 metros de largura por 4 de altura na qual se lê a palavra ?revolver? (no sentido de investigar ou examinar). Uma das salas laterais abriga três trabalhos inéditos nos quais Redondo se apropria de imagens do livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Por fim, a escultura sonora Carmen Miranda ? Uma Ópera da Imagem aborda a imagem da cantora luso-brasileira. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 5 de maio.

✪✪ LAURA ERBER. Musa sem Cabeça reú­ne uma série de telegramas que a artista enviou ao ?Senhor MAM?, como ela se refere ao Museu de Arte Moderna. Os textos trazem poemas, citações, ficção, registros de cenas vistas no museu e perguntas. A ideia é curiosa, mas a montagem da exposição, com os telegramas pregados em cavaletes, soa monótona ao visitante menos afeito às idiossincrasias da arte contemporânea. Curadoria de Luiz Camillo Osorio. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 14 de abril. www.mamrio.com.br.

LUGAR NENHUM. Ana Prata, Celina Yamauchi, Lina Kim, Luiza Baldan, Marina Rheingantz, Rodrigo Andrade, Rubens Mano e Sofia Borges são os oito artistas contemporâneos brasileiros que integram a coletiva. O acervo conta com 56 obras, entre pinturas e fotografias que evocam lugares vazios. Curadoria de Lorenzo Mammì e Heloisa Espada. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 2 de junho.

A MÃO LIVRE DE LUIZ CARLOS RIPPER. Um dos grandes cenógrafos e figurinistas do teatro e do cinema brasileiros, o carioca Ripper (1943-1996) tem sua trajetória celebrada nesta exposição, montada sob a curadoria de Lidia Kosovski. O acervo reúne cerca de 200 desenhos, croquis e escritos, apresentados em originais, reproduções e imagens projetadas, além de reconstruções de cenários em maquetes, fotos de cena e fragmentos de filmes que contaram com a sua participação. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 21 de abril. www.correios.com.br.

✪✪✪✪ MÁRCIA X. Uma das artistas mais provocadoras de sua geração é homenageada com a retrospectiva Arquivo X. A ambientação é tão instigante quanto a trajetória da carioca Márcia Pinheiro de Oliveira (1959-2005): instalações, objetos, desenhos e pinturas misturam-se de forma orgânica a um sem-número de documentos pessoais. Performances que deram notoriedade à artista são lembradas. Está lá, por exemplo, a polêmica Desenhando com Terços, resultado de uma apresentação de 2000, em que Márcia dispunha os objetos religiosos no chão, formando imagens de órgãos sexuais masculinos. Silhuetas fálicas, aliás, espalham-se pela mostra ? cujo acesso é proibido para menores de 18 anos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 14 de abril. www.mamrio.com.br.

MARIA LYNCH. Nascida em 1981, a carioca é uma das mais destacadas artistas de sua geração. Na individual Acontecimento Encarnado ela reúne dez pinturas em grandes dimensões, duas em formato menor, uma instalação e um vídeo. A partir de R$ 22?000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873 e 2540-6446. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até 20 de abril.

MARTA JOURDAN. Na maior individual de sua carreira, a artista exibe uma série de esculturas cinéticas e um filme. Toda a produção é recente, feita entre 2008 e 2012, e os trabalhos têm alguma ligação com líquidos ? água, óleo e até estanho derretido. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2017. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até 28 de abril.

✪✪✪ MOVIE-SE: NO TEMPO DA ANIMAÇÃO. Idealizada pelo Barbican Centre, prestigiada instituição londrina, a mostra reúne mais de 100 filmes de vários estilos, épocas e nacionalidades. Há produções históricas, como A Música (1903), de Georges Méliès, na qual a cabeça do pioneiro realizador é magicamente arremessada contra uma partitura. Betty Boop, Zé Colmeia, Pernalonga e Branca de Neve dividem espaço com animações japonesas, a exemplo de Akira, de Katsushiro Otomo, e filmes que só existem graças a animadores, como Jurassic Park. Entre as surpresas, Vincent (1982), curta de Tim Burton, expõe o estilo soturno que viria a se tornar marca registrada do diretor do recente Frankenweenie. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 7 de abril.

✪✪✪✪ UM OLHAR SOBRE O BRASIL. Com cerca de 300 fotografias, a mostra abarca quase dois séculos de Brasil, de 1833 a 2003. Para contar tanta história, personagens conhecidos e anônimos dividem espaço nos retratos. Em uma das salas se concentra o material mais antigo ? há poses tanto de dom Pedro II quanto de tipos simples, mas expressivos, a exemplo do vendedor de vassouras imortalizado por Marc Ferrez em 1899. A foto como documento revela cenas da Guerra de Canudos, no alvorecer da República, da construção de Brasília e da repressão política durante a ditadura militar, entre outros momentos. Multiplicam-se no acervo nomes representativos dos mais variados campos de atuação. A lista vai do presidente Getúlio Vargas ao compositor Chico Buarque, passando por Lampião, o cangaceiro, e Leônidas da Silva, o craque da bola, além de Assis Chateaubriand e Adolpho Bloch ? barões da imprensa reunidos em um belo flagrante de Luiz Carlos Barreto. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 7 de abril.

POLARIDADES ? COLEÇÕES MAM. Montada sob curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, a exposição celebra 65 anos de fundação do MAM. São apresentadas 27 obras, produzidas entre 1950 e 1974 em diferentes técnicas e suportes. Todos os trabalhos pertencem a dois acervos: o do próprio MAM e o do colecionador Gilberto Chateaubriand, que é cedido em comodato ao museu. Oito artistas do mais alto calibre, entre brasileiros e estrangeiros, estão representados. Integram a lista os alemães Gerhard Richter e Josef Albers, o belga Henri Michaux, o americano Jackson Pollock, o gaúcho Iberê Camargo, o carioca Ivan Serpa e os mineiros Willys de Castro e Lygia Clark. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

✪✪✪✪ RIO DE IMAGENS: UMA PAISAGEM EM CONSTRUÇÃO. A alentada seleção feita pelos curadores Rafael Cardoso e Carlos Martins aborda a evolução da cidade ao longo de quatro séculos. O que não falta é material para contemplar: são cerca de 400 obras, entre telas, esculturas, fotografias, gravuras, cartazes, vídeos e outras tantas técnicas. Uma das salas reúne uma série de óleos do século XIX, retratando paisagens da cidade que merecem ser contempladas ? atenção para uma inacreditavelmente bucólica Rua São Clemente, pintada por Bernhard Wiegant em 1884. Em outro ambiente, o destaque é a Avenida Central (antiga Rio Branco), com reproduções de fachadas, fotografias e um vídeo criado para a mostra, que promove um passeio pela via quando ela foi revitalizada pelo prefeito Pereira Passos. Destacam-se ainda trabalhos de grandes nomes do modernismo brasileiro, a exemplo de Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Ismael Nery e Di Cavalcanti. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 28 de julho. www.museumar.com.

✪✪✪✪ VONTADE CONSTRUTIVA NA COLEÇÃO FADEL. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra é composta de cerca de 250 obras, na maioria pertencentes ao colecionador carioca Sérgio Fadel, além de outras peças do acervo do Museu de Arte do Rio (do qual Herkenhoff também é curador). Como sugere o nome da coletiva, todos os trabalhos foram produzidos por artistas brasileiros ligados de alguma forma ao concretismo. A questão da geometria já se revela em obras que antecedem o movimento, como A Boneca (1928), de Tarsila do Amaral, e Roda de Samba (1929), de Di Cavalcanti. Artistas que se dedicaram intensamente à abstração geométrica, a exemplo de Ivan Serpa, Willys de Castro e Hércules Barsotti, estão presentes. Textos explicativos espalhados pela mostra valem como uma aula sobre a evolução do movimento. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 7 de julho. www.museumar.com.

Fonte: VEJA RIO