Crítica

Agradável, Jardim Royal ainda precisa ajustar cozinha

Comensal come sob uma árvore frondosa, diante de bela vista, mas a cozinha ainda tem altos e baixos 

Por: Fabio Codeço

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Pimentão, ovo e polenta frita (R$ 28,00): abre-alas (Foto: Rodrigo Azevedo)

O lugar é aprazível: um deque de madeira sob árvore frondosa, diante de bela vista para o Centro e a Baía de Guanabara. Preços convidativos e serviço informal completam o programa. Só por esses atributos, o Jardim Royal, recé­m-inaugurado no hotel-butique Casa Amarelo, em Santa Teresa, já vale a visita. Mas ajustes na cozinha ainda se fazem necessários. O chef paulista Lucas Batista criou o cardápio enxuto, servido no jantar de quinta a sábado. Dica de entrada, o ceviche chegou ácido demais. Saboroso, o bolinho de ervilha (seis unidades), ladeado por ótimo chutney de tomate, foi um acerto. Também é atraente abre-alas o pimentão vermelho recheado de ovo, escoltado por polenta frita (R$ 28,00 cada pedido). Sugestão de prato principal, o filé ao molho de limão trouxe um pedaço feioso, talvez a ponta da peça, passado além do ponto, ao lado de berinjela e rúcula (R$ 36,00). Apesar de apetitoso, o ragu de cordeiro (R$ 36,00) escorregou na consistência do molho, muito ralo, e na banana frita que o acompanhava, ainda verde. Na sobremesa, a pedida foi um ótimo crumble de banana e manga com sorvete de baunilha (R$ 22,00). Em tempo: nos dias de chuva a casa não abre.

Rua Joaquim Murtinho, 569 (Casa Amarelo), Santa Teresa, 3549-9840 (25 lugares). 18h/0h (fecha de dom. a qua.). Cc: todos. Cd: todos. ⑤ ④ ↔ Aberto em 2014. $$

Fonte: VEJA RIO