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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir o show da cantora norte-americana Esperanza Spalding

Esperanza Spalding
Esperanza Spalding: jazz contemporâneo no Vivo Rio (Foto: Divulgação)

Vencedora de três prêmios Grammy — no primeiro deles, em 2011, na categoria artista revelação, desbancou com seu talento o espevitado astro pop Justin Bieber —, a contrabaixista, cantora e compositora é uma artista de prestígio reconhecido aos 30 anos, que completou em outubro. A bela já trabalhou com nomes distintos como o cantor Bobby McFerrin, a estrela soul Janelle Monáe e o brasileiro Milton Nascimento (Ponta de Areia, parceria dele e de Fernando Brant, costuma frequentar seu repertório, cantada em português), com quem se apresentou no Rock in Rio de 2011. No Vivo Rio, na sexta (21), Esperanza Spalding exibe seu jazz repleto de balanço passeando por faixas dos quatro discos-solo. Radio Music Society, o mais recente, é de 2012. O peso sonoro ao vivo é garantido por uma banda de sete músicos, entre naipe de sopros, piano, bateria, guitarra e backing vocal. 16 anos.

Vivo Rio (2 000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. Sexta (21), 21h30. R$ 50,00 (balcão e setor 3) a R$ 150,00 (setor vip premium). Bilheteria: 12h/21h (seg. a sáb.); a partir das 12h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 30,00). IR. www.vivorio.com.br.

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2 - Assistir à peça Não Vamos Pagar!

Não Vamos Pagar
Virginia Cavendish e Luana Martau: na comédia de erros do italiano Dario Fo (Foto: Omar Salomão/Divulgação)

A dona de casa Antônia (Virginia Cavendish), como tantas de suas conhecidas, tem dificuldade de manter as finanças em ordem — aluguel, luz e gás são algumas das contas atrasadas. Para piorar, o marido dela, João (Marcelo Valle), vai descobrir que seu emprego como operário em uma fábrica está em risco. Assim, ao saberem que o mercado das redondezas aumentou os preços, ela e outras dezenas de mulheres se revoltam e saqueiam as prateleiras. Tal situação deflagra esta divertida comédia de erros do italiano Dario Fo (escrita em colaboração com sua mulher, Franca Rame), na qual, inadvertidamente, ainda vão se envolver Margarida (Luana Martau, hilária), a melhor amiga de Antônia, e seu marido, Luis (Fabrício Belzoff). Diante da absolutamente insólita sucessão de equívocos que vão atropelando os personagens, a diretora Inez Viana opta pelo melhor caminho: impõe um ritmo veloz aos diálogos, investe em um tom algo farsesco nas atuações e evidencia a teatralidade das marcações. Entrosadíssimo,o elenco se joga com gosto na proposta. Encarregado de três papéis coadjuvantes, Zéu Britto rouba a cena (100min).12 anos. Estreou em 6/11/2014.

Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro II (158 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro,☎ 3808-2020. → Quinta a segunda, 19h30. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 10h (qui. a seg.). Até o dia 30.     

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3 - Conferir as obras da exposição Figura Humana

Cristina Canale
Anjo (2014), óleo da carioca Cristina Canale: um dos nomes mais destacados na coletiva (Foto: Divulgação)

O nome dado a esta coletiva, Figura Humana, explica bem o seu conceito: trata-se de uma reuniãode obras que têm em comum a presença de pessoas. Fora isso, há o fato de que são todas criações pictóricas de artistas brasileiros. E só. Com tão reduzidos pontos de contato, é de esperar que, mesmo com eventuais altos e baixos, a seleção entregue uma atraente variedade estética. De fato, é isso que se vê na Galeria 4 da Caixa Cultural. Com curadoria do crítico e historiador da arte Raphael Fonseca, a exposição traz21 trabalhos produzidos por artistas de diversas faixas etárias. Membro destacado da Geração 80, a carioca Cristina Canale tem exibida uma das mais belas criações do acervo, o óleo sobre tela Anjo (2014), com o ser alado sem traços faciais definidos — característica comum a boa partedas figuras humanas em sua obra. Na outra ponta há o artista mais jovem da mostra, o também carioca Rodrigo Martins, com o óleo Gesso (2014), reprodução de um busto inacabado feito com o material que dá nome à obra. Embora haja predominância de telas,a presença de outros suportes, como linho, madeira, metal e papel, também garante a diversidade da exposição.

Caixa Cultural — Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ↕ Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.     

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4 - Pegar um cineminha com o filme Saint Laurent

saint laurent
Gaspard Ulliel dá vida ao costureiro: da glória à depressão (Foto: Divulgação)

Yves Saint Laurent (1936-2008) foi um dos nomes mais importantes da alta- costura francesa. Não à toa, é retratado na cinebiografia Yves Saint Laurent, que passou pelo circuito em abril, e nesta estreia, que mostra o lado B do grande estilista. Embora os enredos sejam semelhantes (sobretudo no quesito profissional), a nova fita faz um registro menos “limpinho” e mais ousado. O recorte privilegia o período de 1967 a 1976, quando Saint Laurent (Gaspard Ulliel) foi do brilho nas passarelas ao inferno em uma conturbada época regada a drogas pesadas. Consequentemente, vieram a depressão e a crise artística. Como se trata de um roteiro não autorizado por Pierre Bergé (Jérémie Renier), seu companheiro afetivo e parceiro nos negócios, a história explora a intimidade do protagonista, principalmente a sua relação extraconjugal com Jacques de Bascher (Louis Garrel), amante de Karl Lagerfeld. Além de uma impecável recriação visual, a produção, indicada pela França para tentar uma vaga no Oscar 2015, traz uma ótima trilha sonora que vai de Maria Callas a The Velvet Underground. Direção: Bertrand Bonello (Saint Laurent, França/Bélgica, 2014, 150min). 16 anos. Estreou em 13/11/2014. 

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5 - Conhecer o Las Empanadas, El Bodegón, novo bar do Leblon

Las Empanadas, El Bodegón
Varanda do Las Empanadas, El Bodegón: lugar mais concorrido (Foto: Lipe Borges)

Bela surpresa no Vidigal, a casa de empanadas surgida em 2013 tinha um argentino radicado no Rio, Luis Selva, entre os proprietários do negócio. A empreitada teve vida curta. Após o encerramento da sociedade, ele ficou com o nome, desceu o morro e recomeçou na badalada Rua Dias Ferreira, no começo do mês. A decoração é simples: madeira de caixas de vinho forra o balcão em que ficam expostos os salgados típicos da Argentina. Do lado de fora, as poucas mesas são disputadas. Na visita feita em uma sexta à noite, o jeito foi pedir na calçada mesmo cascos gelados de 1 litro de Quilmes (R$ 14,50) ou da Noi Bianca (R$ 22,00; 600 mililitros), saborosa german weizen produzida pela cervejaria niteroiense Noi. No início da tarde de sábado, o movimento era um pouco menor. Para aplacar o calor, caiu bem a meia garrafa do chardonnay argentino Alamos (R$ 44,00), opção da enxuta carta de vinhos. As estrelas locais são mesmo as empanadas de massa fina, em doze opções de recheio. São pedidas sem erro as versões de carne bem picante e de queijo com cebola (R$ 6,00 cada uma). Uma aposta menos usual, o chori roll (R$ 10,00) estava ligeiramente ressecado, mas trouxe apetitosa linguiça, queijo e cebola envoltos na mesma massa. No cardápio, até a dica doce é argentina. O alfajor de maisena e doce de leite (R$ 5,00) é deliciosa gulodice.

Rua Dias Ferreira, 605, loja B, Leblon, ☎ 3344-2025 (25 lugares). 11h/0h (ter. e dom. até 22h; sex. e sáb. até 1h; fecha seg.). Cc: todos. Cd: todos. www.lasempanadas.com.br. Aberto em 2014.

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Fonte: VEJA RIO