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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir o show do ex-beatle Ringo Starr

Ringo Starr
Ringo Starr: eterno batera dos Beatles volta ao Rio (Foto: Divulgação)

Beatlemaníacos cariocas não têm do que reclamar. Poucos meses após mais uma visita de Paul McCartney — que em novembro do ano passado lotou o HSBC Arena —, a outra estrela viva dos fab four dá o ar da graça. Pela terceira vez no Brasil, Ringo Starr apresenta-se na sexta (27), no Vivo Rio. Sua bateria ganha lugar de destaque no palco, mas o astro também se aventura no teclado e passa mais tempo soltando a voz, acompanhado pela All Starr Band: Steve Lukather (guitarra), Gregg Rolie (teclado), Todd Rundgren (guitarra), Richard Page (baixo), Warren Ham (saxofone) e Gregg Bissonette (bateria). No repertório, o dono da festa revisita clássicos dos Beatles que compôs ou interpretou originalmente, caso de Yellow Submarine, pérola de Lennon e McCartney registrada por ele. Músicas de sua carreira-solo ainda embalam a noite até o encerramento “paz & amor”, com Give Peace a Chance, lançada pela Plastic Ono Band, grupo de John Lennon e Yoko Ono. 16 anos. 

Vivo Rio (2 000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901.  Sexta (27), 22h. R$ 350,00 (pista 2º lote) a R$ 680,00 (pista VIP). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 35,00). IR. www.vivorio.com.br.

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2 - Assistir à peça S'Imbora, o Musical

S'Imbora, o Musical A História de Wilson Simonal
Ícaro Silva, à frente: como Simonal, ele evoca o carisma do homenageado (Foto: Leo Aversa/Divulgação)

Entre os astros da canção brasileira homenageados recentemente, Wilson Simonal (1929-2000) talvez seja aquele cuja trajetória mais parece uma movimentada história de ficção. Jovem de origem pobre, tornou-se, nos anos 60, o primeiro ídolo negro da música nacional, até cair em decadência, acusado de colaborar com a ditadura militar como delator. Redimido nos últimos anos por meio de biografias e documentários (que reconhecem eventuais erros, mas resgatam seu talento de cantor), além do relançamento de discos, ele ganha o palco em S’Imbora, o Musical — A História de Wilson Simonal. O texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade (de Elis, a Musical) não foge totalmente da cartilha dos recentes musicais biográficos, mas tem o mérito de preservar matizes da vida do homenageado e driblar o didatismo tão recorrente nesse tipo de espetáculo. A direção de Pedro Brício, que optou por formatar o roteiro final ao longo dos ensaios, se mostra, talvez por isso, mais orgânica e envolvente. Sem se render à imitação fácil, o jovem Ícaro Silva irradia tanto o notório carisma do homenageado, na defesa de canções como Meu Limão, Meu Limoeiro, Vesti Azul, Carango e Nem Vem que Não Tem, quanto a angústia da fase final de sua vida, na arrepiante (e menos conhecida) Cordão — todas as músicas muito bem arranjadas por Alexandre Elias. Espécie de narrador da história, o produtor Carlos Imperial é vivido por Thelmo Fernandes com a competência habitual (160min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 15/1/2015.

Teatro Carlos Gomes (630 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, ☎ 2224-3602. → Quinta a sábado, 20h; domingo, 18h. R$ 80,00 (qui., sex. e dom.) e R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.).IC. CI. Até 12 de abril. 

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3 - Levar as crianças para se divertir com Shtim Shlim - O Sonho de um Aprendiz

Shtim Shlim —O Sonho de um Aprendiz
Edison Mego: encantadora atuação na Caixa Cultural (Foto: Renato Mangolin/Divulgação)

O formato, distante do tradicional palco italiano, já instiga a plateia. Sentadas em um semicírculo, diante de uma imponente árvore de pano com 4 metros de altura, as crianças não demoram a se encantar com a atuação de Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart. Nesta nova montagem do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, entre dança, cantos e execução de instrumentos curiosos, como o peruano cajita, o quarteto narra a trajetória do herói do título, inspirada em um conto de povos nômades da África. Conforme o protagonista (interpretado por todos os atores) caminha ao encontro de um feiticeiro, que se revela seu maior inimigo ao longo da trama, o público o acompanha por diversos ambientes. Nas mãos hábeis do elenco, materializam-se em cena uma cama de gato, um cão da raça galgo de 2 metros e um rio cenográfico, entre outras surpresas. Apesar de extensa, e recheada de dinâmicas trocas de papéis, a peça prende a atenção do início ao fim. Curiosidade: a diretora convidada Inno Sorsy, africana radicada em Londres, é professora, dramaturga e atriz de prestígio internacional (90min). Rec. a partir de 6 anos.

Caixa Cultural — Galeria 3 (40 lugares). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ↕ Carioca. Peça: sábado e domingo, 16h. Instalação:  terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Distribuição de senhas a partir das 15h (peça). Até domingo (1º).

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4 - Apreciar as fotografias de Marcos Chaves no MAR

Marcos Chaves
Arquipélago (2010): a montagem fotográfica provoca um efeito tridimensional na paisagem (Foto: Divulgação)

Prestes a completar 450 anos, no domingo (1º), o Rio é alvo de uma espécie de crônica visual na exposição Paisagens Não Vistas, do artista carioca Marcos Chaves. Boa parte das mais de trinta obras exibidas, porém, desvirtua o senso comum dos cartões-postais da cidade. É o caso de uma de suas séries mais conhecidas, Sugar Loafer, com treze fotografias na seleção. O ponto em comum é a presença do Pão de Açúcar, mas desprovido do enquadramento turístico — em primeiro plano invariavelmente aparece um mendigo ou,no mínimo, algum indício de sua passagem pela cena. Com seis trabalhos expostos, a série Buracos é composta de flagrantes de crateras no asfalto, preenchidas de maneira insólita com todo tipo de objeto, para alertar o motorista que transita pela via. Tão belas quanto imponentes em suas dimensões são as quatro montagens fotográficas em que Chaves estilhaça uma paisagem em cubos que se elevam das paredes, causando um efeito tridimensional, como se vê em Arquipélago (2010).

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária,☎ 3031-2741. → Terça, 10h às 19h; quarta a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos e professores da rede pública, crianças deaté 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. Até 31 de maio.    

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5 - Pegar um cineminha com Sniper Americano

sniper americano
Bradley Cooper: inspirado em um personagem real (Foto: Divulgação)

Clint Eastwood, 84 anos, um veterano à frente e atrás das câmeras, faz um registro seco para enfocar as feridas da guerra no cotidiano de Chris Kyle (papel de Bradley Cooper). Deixa para os créditos finais o sentimentalismo genuíno acompanhando as imagens reais do biografado, um atirador de elite responsável por matar 160 pessoas (confirmadas) em nome da defesa de militares americanos e civis iraquianos. Partindo da infância do protagonista, a história concentra-se em sua fase adulta, passando pelo casamento com Taya (Sienna Miller), pelos treinamentos militares e, sobretudo, pelas operações no Iraque, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Eastwood afasta-se da “patriotada” e dos julgamentos morais para ir fundo nos dilemas íntimos de um homem a serviço de uma nação. Ignorado no Globo de Ouro, o longa surpreeendeu na corrida do Oscar e, neste domingo (22), concorre a melhor filme, ator (Cooper), roteiro adaptado, montagem, mixagem de som e edição de som. Direção: Clint Eastwood (American Sniper, EUA, 2014, 132min). 16 anos. Estreou em 19/2/2015.

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Fonte: VEJA RIO