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Rosa Maria aplica megahair de graça em mulheres em tratamento médico

A visagista oferece o serviço gratuitamente em pacientes em quimioterapia ou com doenças que provocam queda de cabelo

Por: Thaís Meinicke

Rosa Maria Santos
Rosa Maria recebe uma cliente em seu estúdio em ipanema (Foto: Felipe Fittipaldi)

Aos 44 anos, a visagista e especialista em megahair Rosa Maria Santos tem um portfólio de dar inveja a outros profissionais de beleza: a cantora Sandy e as atrizes Cláudia Raia, Paolla Oliveira e Deborah Secco já se submeteram aos seus cuidados. Nascida em Torres, no Rio Grande do Sul, ela começou a trabalhar na área aos 14 anos e hoje se reveza entre as clientes de sua terra natal, de São Paulo e do Rio. O êxito se deve, em parte, a uma técnica desenvolvida por ela mesma para realizar os apliques que reduz o dano ao cabelo na hora de retirar o megahair. Logo o procedimento se revelou ideal para mulheres que passam por tratamentos médicos que provocam a queda dos fios, como quimioterapia, ou que têm doenças que causam a perda de cabelo. Há quatro anos, percebendo o aumento da procura dessas clientes por um novo visual, Rosa decidiu fazer o serviço gratuitamente para aquelas que não têm condições de pagar. “Eu me dei conta de que poderia reservar um pouco do meu tempo e ajudar a quem precisa”, diz. Ela cobra apenas o preço do aplique, um produto terceirizado.

˜Eu me dei conta de que poderia reservar um pouco do meu tempo e ajudar a quem precisa˜

Na técnica de Rosa, o megahair é aplicado em um fio de aproximadamente 1 centímetro de comprimento. Ou seja, a mulher que perdeu os cabelos devido a um tratamento médico pode recuperar até mesmo as madeixas muito curtas. O procedimento dura aproximadamente uma hora e não utiliza cola, crochê, trança, queratina ou nó para a fixação do aplique. Assim, não causa alergia, obstrução do couro cabeludo nem perda dos fios. A profissional conta que o novo visual costuma provocar uma transformação nas clientes. “Elas geralmente chegam aqui com a autoestima abalada, mas com muita vontade de viver. E saem do salão sentindo-se mais bonitas”, afirma. Desde que começou a oferecer o serviço, Rosa atende cerca de dez mulheres por mês. “Meu prazer é vê-las felizes. Acho que todos nós deveríamos usar um pouco do que sabemos para tentar ajudar de alguma forma outras pessoas.”

Fonte: VEJA RIO