3 PERGUNTAS

Para Letícia Isnard

Há quase duas décadas dedicada ao teatro, a atriz carioca estreia a peça Tarja Preta, a partir de sexta (7)

Por: Carolina Barbosa - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Há quase duas décadas dedicada ao teatro, a atriz carioca de 38 anos alcançou milhões de espectadores ao interpretar, com um tom de voz inconfundível, a avoada Ivana na novela Avenida Brasil. Seu ótimo desempenho não foi reconhecido apenas pelo público: ela foi convidada para voltar à TV Globo, em Sangue Bom, de Maria Adelaide Amaral, a próxima novela das 7. No cinema, Letícia Isnard está filmando o longa Mato sem Cachorro, dirigido por Pedro Amorim, ao lado de, entre outros, Leandra Leal, Bruno Gagliasso e Danilo Gentili. Entre um projeto e outro, mata a saudade do palco com a estreia de Tarja Preta, a partir de sexta (7), no Centro Cultural Justiça Federal. A comédia é dirigida por Ivan Sugahara, líder da companhia Os Dezequilibrados, integrada pela atriz desde 2001. Em cena, Letícia vive uma hipocondríaca que conversa com o próprio cérebro.

Sua personagem na peça é viciada em remédios. Você também é assim? Tenho várias amigas que tomam tarja preta, mas sou muito alérgica. Não posso tomar muito remédio. Na dúvida, prefiro não ingerir nada. Para mim, o sono cura tudo. Se for para me livrar do stress, vou a uma osteopata e faço massagem. Funciona como uma espécie de alinhamento de pneus. Faço dança também, o que é um ótimo remédio.

O que mudou na sua vida após Avenida Brasil? Com certeza o reconhecimento aumentou muito. As pessoas ainda me abraçam na rua, dizem que estão com saudade da Ivana. É um retorno muito positivo, sabe? Mas, apesar do sucesso da novela, não perdi minha privacidade. Continuo andando de ônibus, de metrô. Faço tudo como antes.

Você se sente mais à vontade no palco ou na TV? Tenho dezessete anos de palco. Não dá para dizer que fico mais à vontade na frente das câmeras. Apesar de ter começado na televisão em 2007, ainda é tudo muito novo para mim. No teatro você tem o retorno imediato do público, consegue acompanhar as reações e contornar a situação, se for preciso. Além disso, antes de ser atriz, eu era bailarina. Então já estou acostumada a fazer ao vivo.

Fonte: VEJA RIO