carioca nota dez

Danielle Mendes montou uma brinquedoteca em um hospital público

A empresária construiu o espaço para os pacientes infantis do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador

Por: Thaís Meinicke

Danielle Mendes
Danielle na brinquedoteca do Hospital Nossa Senhora do Loreto (Foto: Felipe Fittipaldi)

Formada em economia, Danielle Mendes sempre exibiu com crianças o mesmo traquejo revelado com os números. Em 1986, logo que ingressou na faculdade, a carioca montou com o irmão a Animasom, empresa de festas infantis — inicialmente, ela própria se encarregava de divertir a garotada. Há quinze anos, tal atividade se desdobrou: Danielle começou a frequentar hospitais da cidade para animar os pequenos pacientes. Conforme crescia a empresa (atualmente com 150 funcionários e espaços de entretenimento em quatro shoppings do Rio), o compromisso se consolidava. “Passamos a organizar festas nessas instituições, como a do Dia das Crianças e a do Natal. Mais recentemente, resolvemos abrir as casas de recreação para que as crianças passem o dia”, explica Danielle, que diverte os pequenos pacientes em lugares como o Instituto Nacional do Câncer, no Centro, o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e as casas de saúde da Rede Rio Inclui, projeto social da prefeitura que atende crianças com deficiência. 

"Onde houver uma criança internada, quero levar uma brinquedoteca"

Não satisfeita, a empresária de 46 anos acaba de se lançar em uma nova frente solidária. Em uma visita ao Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, ao ver uma garotinha brincando na terra, decidiu construir ali um espaço próprio para que os pequenos internos pudessem se distrair. Após dois anos, entre a busca de doações e as obras, foi inaugurada, em setembro, a primeira brinquedoteca, uma casa de 100 metros quadrados erguida no terreno do hospital. Comandado por voluntários, o espaço recebe, além dos pacientes mirins, crianças de comunidades da região. E a mobilização para construir uma segunda unidade já começou — o escolhido, desta vez, foi o Instituto Fernandes Figueira, no Flamengo. “A previsão é que a obra comece no mês que vem”, conta Danielle. “Quando você começa esse tipo de trabalho, dá vontade de fazer cada vez mais. Pretendo estender o projeto a mais hospitais da cidade. Onde houver uma criança internada, quero levar uma brinquedoteca.”

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Fonte: VEJA RIO