RUMO AO OSCAR

O Jogo da Imitação traz à tona biografia de Alan Turing

Matemático inglês ajudou os aliados a ganhar a II Guerra. FIlme concorre a oito estatuetas do Oscar

Por: Miguel Barbieri Jr.

o jogo da imitação
Cumberbatch (sentado) e o grupo de criptógrafos: juntos para decifrar um código nazista (Foto: Divulgação)

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Após estudar em Cambridge e Princeton, o matemático e prodígio Alan Turing (papel de Benedict Cumberbatch) foi chamado para, junto de um grupo de criptógrafos, decifrar um código nazista durante a II Guerra. Ao chegar à instalação militar secreta Bletchley Park, Turing, um sujeito tão tímido quanto arrogante, foi rechaçado pelos colegas. Sua prepotência aliada à inteligência foi decisiva para que seus chefes o colocassem na posição de líder. Trazer à tona a figura de Turing é o maior mérito de O Jogo da Imitação, que concorre a oito prêmios no Oscar: melhor filme, direção, ator (Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), roteiro adaptado, montagem, trilha sonora e desenho de produção. Em desempenho notável, Cumberbatch cumpre à risca o papel: Turing, embora rolasse um flerte com sua colega Joan Clarke (Keira), era homossexual. O roteiro, contudo, passa de raspão pela intimidade do biografado para dar ênfase ao seu trabalho, considerado precursor da ciência da computação. Levado em clima de tensão dramática, o longa-metragem faz parte da linhagem de fitas inglesas feitas sob encomenda para concorrer a prêmios. Isso, ao menos, O Jogo da Imitação conseguiu. Direção: Morten Tyldum (The Imitation Game, Inglaterra/EUA, 2014, 114min). 12 anos. Estreou em 5/2/2015. 

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Fonte: VEJA RIO