CINEMA

RoboCop

Refilmagem dirigida pelo brasileiro José Padilha é ambientada em 2028 e traz uma história próxima da realidade futura

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

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(Foto: Redação Veja rio)

Lançado em 1987, RoboCop era uma ficção científica. Esta refilmagem, ambientada em 2028, traz aos tempos ?quase? atuais uma história próxima da realidade futura. Nela, robôs fabricados pela OmniCorp agem livremente em Teerã, mas uma lei os impede de proteger a população americana. Esbravejando em seu programa de TV, um apresentador (interpretado com sagacidade por Samuel L. Jackson) quer que os drones atuem em Detroit e, por isso, apoia Raymond Sellars (Michael Keaton), o CEO da empresa. Surge, então, uma ideia a princípio promissora: criar um híbrido de homem e máquina. A cobaia será Alex Murphy (papel do sueco Joel Kinnaman, do seriado The Killing), policial que investigava um esquema de corrupção e sofreu um atentado que o deixou mutilado. O doutor Dennett Norton (Gary Oldman) vai transformar Murphy na tal criatura. Diretor dos dois Tropa de Elite, o carioca José Padilha teve orçamento de 140 milhões de dólares e carta branca de Hollywood. Nota-se a dinheirama investida nas eletrizantes cenas de ação ou nos efeitos visuais bacanas. O melhor do roteiro, porém, está em sua porção dramática - no doloroso confronto de Murphy com sua família e em sua revolta por ter virado um ser cibernético. Direção: José Padilha (RoboCop, EUA, 2014, 108min).

14 anos. Estreou em 21/2/2014.

Fonte: VEJA RIO