Filme uruguaio nas telas de cinema

Equilibrando humor e drama, Sr. Kaplan surpreende

Hector Nogueira vive judeu em busca de aventura. Álvaro Brechnerdá traz leveza à temática da II Guerra Mundial

Por: Miguel Barbieri Jr.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Sr. Kaplan
Produção uruguaia, Sr. Kaplan equilibra-se bem entre o humor e o drama (Foto: Divulgação)

O judeu polonês Jacobo Kaplan (Hector Noguera) tem 76 anos e, ainda criança, foi enviado pelos pais ao Uruguai para fugir da perseguição nazista durante a II Guerra. Proibido de dirigir por causa da visão prejudicada pela velhice, mas com um espírito inquieto, Kaplan se envolve numa investigação: ele quer saber se um misterioso idoso alemão, dono de um restaurante na praia, participou das atrocidades cometidas por Hitler. Wilson Contreras (Néstor Guzzini), um ex-policial desempregado, vai ajudá-lo na empreitada servindo inicialmente de motorista particular. Em bom equilíbrio entre humor e drama, o longa-metragem Sr. Kaplan foi o representante uruguaio na corrida ao Oscar 2015, mas não chegou a ser indicado. O diretor e roteirista Álvaro Brechner, inspirado no romance El Salmo de Kaplan, de Marco Schwartz, dá leveza a um tema sisudo e escapa da armadilha do lu­gar-comum com um desfecho surpreendente. Funciona bem também a sintonia entre os dois protagonistas. Direção: Álvaro Brechner (Mr. Kaplan, Uruguai/Alemanha/Espanha, 2014, 98min). 12 anos. Estreou em 26/2/2015. 

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Fonte: VEJA RIO