CINEMA

Desfecho eletrizante

Paul Walker, morto em novembro do ano passado, encerra a carreira com uma fita de ação para agradar aos fãs

Por: Miguel Barbieri Jr.

AVALIAÇÃO ✪✪

Philippe Bosse
(Foto: Redação Veja rio)

Após quase sete meses, ainda é difícil acreditar na precoce morte de Paul Walker. 13º Distrito, o último filme pronto deixado pelo astro (ainda há o inacabado Velozes & Furiosos 7), evidencia o peso da fatalidade. Na fita de ação incessante, ele faz o que de melhor aprendeu ao longo da carreira: usa seu charme, carisma e bom humor para dirigir em alta velocidade e dar uns bons sopapos nos inimigos. Trata-se aqui do remake homônimo da aventura policial francesa de 2004. Walker substitui Cyril Raffaelli e David Belle manteve-se no papel. Na trama, Detroit foi tomada pela violência num futuro próximo e, para contê-la, a bandidagem ficou segregada por altos muros em Brick Mansions. A prefeitura, de olho no local, quer detonar o bairro e construir condomínios de luxo. Sem saber dessa intenção, o investigador Damien Collier (Walker) encarrega-se de se infiltrar por lá para desarmar uma bomba plantada pelo traficante Tremaine (o rapper RZA). Lino (Belle), um presidiário nervoso cuja ex-namorada foi sequestrada pelo bandido, vai ajudá-lo na missão. Clichês pululam: o protagonista tem contas pessoais a acertar com o criminoso, a dupla se engalfinha como cão e gato, mulheres desfilam de blusa decotada... Contudo, deve importar ao fã do gênero a maneira como os estereótipos são contornados. Camille Delamarre, estreante na direção, não economiza na adrenalina, seja por meio das eletrizantes perseguições a pé ou de carro, seja na pancadaria rolando solta. Walker contribui com beleza e simpatia, enquanto seu parceiro arrasa quarteirões com garra, energia e força bruta. Direção: Camille Delamarre (Brick Mansions, França/Canadá, 2014, 90min). 14 anos. Estreou em 19/6/2014.

Fonte: VEJA RIO