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A mostra no Acervo Silvia Cintra + Box 4, os shows de Thiago Pethit e Gal Costa e a peça de teatro Oportunidade Rara

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

Acervo Silvia Cintra + Box 4. Solução para o começo do ano, enquanto as agendas oficiais das galerias não se definem, mostras de acervo não costumam despertar maior interesse. Marchande de alguns dos mais importantes nomes da arte contemporânea brasileira, Silvia Cintra subverteu essa regra com uma expressiva reunião de obras em seu espaço na Gávea. São apenas quinze trabalhos de treze artistas, mas a seleção faz toda a diferença. O time escalado inclui gente do calibre de Leda Catunda, Daniel Senise, Lucia Koch e Amílcar de Castro. As técnicas variam. Há pinturas, a exemplo da criação figurativa de Maria Klabin, uma praia apresentada em tons soturnos, e da abstração de Carlito Carvalhosa, de azul esfuziante sobre alumínio. O fotógrafo Miguel Rio Branco comparece com o belo tríptico Maria, usando a atriz Mariana Ximenes como modelo. Aos 81 anos recém-completados, Nelson Leirner encarrega-se do humor jovial, inocente só na aparência, com a foto de um mapa-múndi lotado de adesivos de Mickey, Minnie, Hello Kitty, Papai Noel e caveiras. Saiba mais na coluna Exposições.

SHOWS

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(Foto: Redação Veja rio)

Thiago Pethit. Ao lançar o CD Berlim, Texas, de forma independente, em 2010, o cantor e compositor paulistano atraiu a atenção dos interessados por novidades na música brasileira. Aquela voz doce flutuando sobre os arranjos com clima de cabaré contemporâneo voltou a sobressair pela originalidade no segundo disco. Estrela Decadente inspira a próxima apresentação do músico no Rio, marcada para quarta (23), no Solar de Botafogo. Na esmerada produção de Kassin, microfonia e outros ruídos premeditados fazem a ponte com um instrumental de tempero retrô e, mais do que no primeiro álbum, frequentemente dançante. Ao vivo, Pethit, 28 anos, defende composições próprias, como a serena Perto do Fim, a melancólica Devil in Me e a roqueira Dandy Darling, ao lado de Guga Machado (bateria e percussão), Camila Lordy (piano, acordeão e percussão), Pedro Penna (violão, uquelele e guitarra) e Ana Elisa Colomar (cello, flauta transversal e clarinete). Com a experiência dos tempos de teatro, anterior aos estudos de canto e composição em Buenos Aires e Paris, o intérprete também diz a que veio em uma versão para Surabaya Johnny, célebre parceria dos ícones alemães Bertolt Brecht e Kurt Weill. Saiba mais na Coluna Shows.

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(Foto: Redação Veja rio)

Gal Costa. Do alto de quase meio século de carreira, a cantora baiana decidiu espanar a poeira do conforto que cobre alguns monumentos da MPB. A ousadia levou-a a Recanto, CD de 2011, incursão pela música eletrônica guiada por Caetano Veloso, autor da ideia do disco e de suas onze faixas, e por músicos da nova geração. O espetáculo, eleito o melhor de 2012 segundo o Prêmio Multishow, animou a diva a encarar uma agenda concorrida e já foi registrado para o lançamento em DVD. Ela divide o palco com músicos mais jovens: Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo). De volta ao Rio, e pela primeira vez no Circo Voador, Gal Costa solta a voz na Lapa no sábado (26). No repertório, a mistura de funk, tramas eletrônicas e rock, representada pelas recém-chegadas Miami Maculelê, Tudo Dói e Mansidão, divide espaço com clássicos analógicos do porte de Baby, Vapor Barato e Divino, Maravilhoso. Saiba mais na coluna Shows.

TEATRO

Guga Melgar
(Foto: Redação Veja rio)

Oportunidade Rara. Líder do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone (1974-1984), artista cuja trajetória se confunde com a do melhor teatro carioca das últimas décadas, Hamilton Vaz Pereira fez do deboche uma marca. Isso ficou claro em peças recentes, como Deus É Química (2009), que apenas dirigiu, e Colapso (2010), que também levou sua assinatura. Como autor e encenador da comédia em cartaz no Teatro dos Quatro, ele eleva a troça a níveis acachapantes. Cinco cenas independentes compõem o texto. A tal ?oportunidade rara? do título se insinua como tema comum, mas a plateia não parece se preocupar com esse pormenor. Entrosados, Saulo Rodrigues, Luana Martau, Bel Kutner e Lena Brito (mulher de Hamilton) esbaldam-se e contagiam o espectador. Destaque absoluto, a terceira sequência é hilariante. Nela, Luana vive a empregada que leva sua patroa, papel de Lena, para conhecer o centro de arte de uma favela. Detalhe: entre uma trama e outra, Hamilton lidera uma jovem banda cantando músicas próprias. Clique aqui para saber mais.

Fonte: VEJA RIO