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O filme A Delicadeza do Amor, o show do pianista Evgeny Kissin, o espetáculo infantil No Jogo do Caipora Curupira Joga Agora e o show de Gilberto Gil, acompanhado pela Orquestra Petrobras Sinfônica

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CINEMA

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(Foto: Redação Veja rio)

A Delicadeza do Amor. Experiente na literatura, o escritor francês David Foenkinos faz sua estreia como cineasta de um longa. Trata-se de um drama romântico, co-dirigido por seu irmão, Stéphane, com roteiro escrito pelo realizador e baseado em seu livro A Delicadeza, editado no Brasil pela Rocco. Faz muita diferença quando o próprio autor comanda a adaptação. Na envolvente trama, levada com certo humor e poesia, o casamento perfeito de Nathalie (Audrey Tautou, a eterna Amélie Poulain) é abalado por um revés do destino. Três anos depois, a moça solitária decide dedicar-se totalmente ao trabalho numa empresa escandinava em Paris. Dispensa os assédios do chefe e, sem motivo aparente, beija na boca um funcionário simplório. Ele é o sueco grandalhão Markus (François Damiens), que usa roupas sem graça e baratas, não tem charme, muito menos beleza e dinheiro. A protagonista, porém, descobre algo insuspeitável: por trás da casca existe um cara espirituoso, romântico e gentil.

Concerto

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Evgeny Kissin. Na sexta (1º), apenas oito dias depois de receber o prodígio chinês Lang Lang, o Theatro Municipal abre suas portas para outro fenômeno do piano. Nascido em 1971, o instrumentista russo chamou a atenção do público com apenas 12 anos, graças a uma magistral interpretação dos Concertos 1 e 2 para Piano de Chopin, ao lado da Orquestra Filarmônica de Moscou. Para a plateia carioca, Kissin montou um programa inteiramente dedicado ao húngaro Franz Liszt (1811-1886). O concerto abre com Études d?Éxecution Transcendante Nº 9 ? Ricordanza, de tom mais lírico. Depois, segue pela desafiadora Sonata em Si Menor, peça das mais exigentes do repertório do compositor, e por Harmonies Poétiques et Religieuses, S. 173, baseada em obras corais religiosas. Para encerrar, trechos de Années de Pélérinage, composição em três partes ? Kissin tocará a primeira, chamada Première Année: Suisse, e os três movimentos finais da segunda, Venezia e Napoli.

Crianças

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(Foto: Redação Veja rio)

No Jogo do Caipora Curupira Joga Agora. Em cartaz no Espaço Cultural Sérgio Porto, o espetáculo da Cia. Pop de Teatro Clássico começa propondo uma brincadeira. Escoltadas pelo músico Allysson Alves (violão e percussão), as atrizes Clara Santhana e Paula Cavalcanti andam sobre uma espécie de tabuleiro gigante, obedecendo ao número de um dado lançado por uma criança na plateia. São 26 casas, cada uma com a sigla de um estado brasileiro e uma letra do alfabeto. Cada avanço inspira um esquete sobre a cultura popular do país, que pode envolver dramatização em cima de histórias de nosso folclore, cantigas, parlendas e adivinhações. Sem esforço, a garotada entra no jogo, canta junto, arrisca respostas para as charadas ? e, de quebra, toma lições sutis de geografia e primeiras letras. Mérito do diretor Demetrio Nicolau, que juntou essas pontas de forma divertida, e das atrizes, que aliam talento e disposição em cena

Show

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(Foto: Redação Veja rio)

Gilberto Gil e Orquestra Petrobras Sinfônica. Desde a estreia, em 2004, com Paulinho da Viola e a Velha Guarda da Portela cercados de estantes com partituras, o encontro de música popular e erudita promovido pela série MPB & Jazz vem rendendo bons resultados. A abertura da temporada 2012, na segunda (28), no Theatro Municipal, traz um convidado de musicalidade abundante. Com arranjos feitos sob a coordenação de Jaques Morelenbaum ? que rege o concerto ao lado de Carlos Prazeres ?, Gilberto Gil passeia por momentos distintos de sua longa carreira. Ao lado de Nicolas Krassik (violino), Bem Gil (violão), Gustavo di Dalva (percussão), do próprio Morelenbaum (violoncelo) e dos integrantes da orquestra, ele defende um repertório histórico. Estão no programa Viramundo, do disco de estreia Louvação, de 1967; Domingo no Parque, marco inicial do tropicalismo; e Panis et Circenses, além de Tom Jobim (Outra Vez) e Dorival Caymmi (Saudades da Bahia).

Fonte: VEJA RIO