EXPOSIÇÕES

Arte da delicadeza

Individual de Rosana Ricalde inspira-se na literatura japonesa e em desenhos populares da Ásia

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Primeiro japonês a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1968, Yasunari Kawabata (1899-1972) escreveu, ao longo de sua carreira, uma série de histórias de rara concisão, algumas com menos de uma página, sobre temas tão variados quanto morte, amor, infância, sonhos, família e sensualidade. Após a morte do autor, 122 dessas tramas foram compiladas no livro Contos da Palma da Mão ? referência metafórica à extensão das narrativas, tão curtas que poderiam ser escritas nessa parte do corpo humano. Associada à descoberta dos mehndis, belos e intrincados desenhos usados para enfeitar as mãos de mulheres em países como Índia, Nepal, Bangladesh e Paquistão, a leitura da coletânea estimulou a carioca Rosana Ricalde a criar as obras reunidas em ...Histórias que Cabem na Palma da Mão... ou Poemas Pendurados. A individual ocupa a CosmoCopa Arte Contemporânea a partir de segunda (17).

Grande parte do acervo é constituída de doze ilustrações, pertencentes à série Poesias Penduradas. De traços finos desenhados com nanquim, as obras evocam os mehndis. Imagens de mãos tatuadas com flores e arabescos se formam a partir da sobreposição de folhas de papel transparente, provocando um curioso efeito de tridimensionalidade. Também integra a exposição a joia batizada de A Palavra É Prata/O Silêncio É Ouro, feita em parceria com a joalheira Alessandra Schiper. Por fim, estará à mostra uma grande instalação composta de páginas de dicionários. Algumas delas sofreram intervenções da artista e foram sobrepostas para criar novos significados.

Rosana Ricalde. R$ 10?000,00 a R$ 120?000,00. CosmoCopa Arte Contemporânea. Rua Siqueira Campos, 143 (Shopping Cidade Copacabana), sala 32, ☎ 2236-4670, ? Siqueira Campos. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até 20 de outubro. A partir de segunda (17). www.cosmocopa.com.

Fonte: VEJA RIO