rock in rio

Gerações do rock

Muita história em três edições no Rio de Janeiro e seis na Europa

- Atualizado em

A maior parte do público que vai lotar a Cidade do Rock nesta décima edição do festival não havia nem nascido quando foram plugadas as guitarras para o show de Ney Matogrosso, o primeiro artista

a se apresentar no evento. Aconteceu por volta das 5 da tarde de 11 de janeiro de 1985.

A aventura começava ali, 26 anos atrás, num espaço gigantesco ? 250?000 metros quadrados

? montado em Jacarepaguá. O primeiro Rock in Rio se estendeu por dez dias e até hoje se mantém como o recordista de vendas entre todas as versões, tendo levado 1,4 milhão de pessoas aos shows ? e olha que era um palco apenas, e isso apesar das chuvas, que, só para variar, castigaram o Rio naquele verão. Quem lá esteve se lembra da lama, e há os que também se recordam da grande polêmica que envolvia o festival: a discrepância existente entre os equipamentos destinados aos artistas nacionais e a alta tecnologia trazida de fora, na bagagem das estrelas estrangeiras. O som podia não ser o mesmo ? mas o pique era. Bandas como Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho (com Cazuza) e Blitz abriram noites para convidados de primeira linha, como o grupo inglês Queen (que deixou como marca uma versão de Love of My Life cantada em coro com a plateia), os australianos do AC/DC e o baladista americano James Taylor. Rod Stewart, Iron Maiden, Yes e Scorpions foram outros grandes nomes do evento. Em 1991, a segunda edição do Rock in Rio se instalou no Estádio do Maracanã. Destacaram-se, entre as estrelas internacionais, Faith No More, Judas Priest, Billy Idol, Guns N?Roses (no auge), Prince, Joe Cocker e ? para desespero dos roqueiros de raiz ? a boyband New Kids on the Block. Grupos brasileiros como Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii e Titãs, além de cantores como Lobão, Serguei e Supla, também marcaram aquela edição. Em 2001, de volta à Zona Oeste, o festival inaugurava o projeto Por um Mundo Melhor (seu braço socioambiental) e, nos palcos (pela primeira vez havia várias arenas), rendia-se definitivamente à globalização musical, promovendo uma mistura de estilos e esgarçando as fronteiras do pop rock. Resultou numa lista que uniu Carlinhos Brown, Sandy & Junior, Britney Spears, R.E.M., Cássia Eller, Zé Ramalho, Red Hot Chili Peppers, Daniela Mercury, Dave Matthews Band e, pela segunda vez no festival, Guns N?Roses. O ano de 2004 marcaria a internacionalização do evento, que chegaria primeiro a Lisboa (onde já rolaram quatro edições) e depois a Madri (em 2008 e no ano passado). Mas, como é de regra, o bom filho à casa torna ? e será no Rio, cidade que, afinal, lhe emprestou o nome, que o festival estará soprando, em grande estilo, no mês que vem, suas dez velinhas.

1985

O início de tudo: James Taylor, Queen, o estouro dos Paralamas e de Cazuza, muita chuva e lama no pé

Jorge Rosenberg
(Foto: Redação Veja rio)
Pedro Martinelli
(Foto: Redação Veja rio)
Maurício Valadares/Agência O Globo
(Foto: Redação Veja rio)
Arquivo O Dia
(Foto: Redação Veja rio)
1991

Escala no Maracanã: o festival trouxe astros como Prince e misturou Lobão com New Kids on the Block

Roberto Valverde
(Foto: Redação Veja rio)
2001

De volta a Jacarepaguá: shows históricos de R.E.M., Oasis, Sandy & Junior e Cássia Eller, em seu auge

Marcelo Martins/Ag. O Dia
(Foto: Redação Veja rio)
Gianne Carvalho/A?g. O Dia
(Foto: Redação Veja rio)
Léo Corrêa/Ag. O Dia
(Foto: Redação Veja rio)

Outros registros:

Raimundo Valentim/Ag. O Dia
(Foto: Redação Veja rio)
Júlio Cesar Guimarães/Agência O Globo
(Foto: Redação Veja rio)
Guerreiro
(Foto: Redação Veja rio)
Acervo Artplan
(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO