EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins

Plateia animada

Luiza D?Elia/Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Aconteceu na Cidade das Artes, na Barra, no sábado (31). Era a última sessão de The Book of Mormon, versão acadêmica de peça da Broadway nascida na U­NI-Rio no fim do ano passado que, sucesso de crítica e de público, se tornou o fenômeno teatral de 2014. No exato momento em que os atores-estudantes discursavam nos agradecimentos, foram surpreendidos por uma performance bolada por fãs e pela produção: 1?250 cartazes de "olá!" (pala­vra-chave do texto) foram levantados pelos espectadores no mesmo instante em que gravatas iguais às dos missionários eram desfraldadas dos camarotes. "O teatro se vestiu de mórmon", disse no palco o diretor Rubens Lima Júnior, o Rubinho. Ali, anunciou um novo convite da Cidade das Artes para apresentações após a Copa, como sempre gratuitas ? e já aplaudidas de pé por atores como Ary Fontoura e Fernanda Montenegro e pela galera do Porta dos Fundos. Foi uma boa notícia para as centenas de pessoas que têm voltado para casa sem poder entrar. Naquele dia, 700 deram meia-volta.

Crime na colônia

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Um adultério teria sido a causa do primeiro registro formal de um assassinato no Rio, em 1567, apenas dois anos após a fundação da cidade. Entre acusados e testemunhas, as investigações envolveram 15% da população total do Rio, que não passava de 500 habitantes. Real ou não, o rumoroso caso inspirou o novo romance de Alberto Mussa (pela editora Record), intitulado A Primeira História do Mundo. O livro é a parte três de seu compêndio mítico da cidade, com cinco novelas de feição policial.

Número da Central de Atendimento da Polícia Federal

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(Foto: Redação Veja rio)

Telefonar antes de sair de casa para retirar o passaporte na PF é uma precaução que todo carioca deve ter. O site da instituição é completo, dá o passo a passo e informa os papéis necessários para a emissão. Mas muitas vezes, na hora de pegar o documento no dia marcado, ele ainda não ficou pronto e surgem reclamações sobre agendamentos não respeitados, inclusive no posto do aeroporto internacional.

Estátuas brilhando

Yuri Almeida/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Crianças, elas lembram anjos barrocos e, de longe, parecem brincar com animais. Que nada: uma observação mais acurada revela que na verdade estão matando os bichos. São as estátuas do jardim do Museu da República, no Catete, do século XIX, que passam por restauração. A ideia é que, durante a Copa, sejam apreciadas e fotografadas por turistas. Cada uma representa um continente. À direita, três delas.

Licor com vista para o mar

Mauro Motta/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Um dos ícones da cidade, o restaurante Albamar, na Zona Portuária, comemora oitenta anos e por isso vem resgatando receitas de antanho ? agora é a vez do licor de tangerina. Criado na década de 40 por um garçom que, na lembrança dos atuais funcionários, era apelidado de Cobra (ninguém se recorda do nome exato), o drinque volta ao cardápio por iniciativa do sommelier José Augusto de Souza, com o auxílio de Pepe, que trabalha há cinquenta anos no lugar. É uma receita complicada. Veja ao lado.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO