COTIDIANO

Cabe no bolso

Cariocas aderem ao movimento "pague quanto puder" para tornar eventos, serviços e produtos mais acessíveis na cidade

Por: Thaís Meinicke - Atualizado em

Do cafezinho à festa do fim de semana, o Rio de Janeiro está cada vez mais caro em relação a produtos e serviços oferecidos. Não à toa, no último verão a cidade viu o surgimento de movimentos criados pelos próprios cariocas que mobilizaram as pessoas com o objetivo de burlar os altos preços da cidade - entre eles, o Isoporzinho e o Rio $urreal. Remando contra a corrente do mercado, alguns estabelecimentos e eventos começam a baratear seus serviços, a fim de torná-los mais acessíveis ao público. É a ideologia do "pague quanto puder", em que os próprios cariocas podem escolher o quanto gastar em cada lugar. Confira abaixo alguns exemplos desta prática no Rio:

FESTAS

Tem Que Dar

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(Foto: Redação Veja rio)

Novidade na noite carioca, a festa que teve sua primeira edição na boate La Cueva, em Copacabana, tem como regra que os frequentadores paguem alguma quantia para entrar no local. O valor, no entanto, não é estipulado e cada um desembolsa o quanto achar justo. A temática do evento é curiosa: a cada edição os organizadores pretendem homenagear uma atração diferente do canal SBT, como a Banheira do Gugu, que fez sucesso nos anos 90. A trilha sonora é de pop e hits nacionais. A próxima edição está programada para setembro.

La Cueva. Rua Miguel Lemos, 51, Copacabana. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

Disritmia

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(Foto: Redação Veja rio)

Comandada pela DJ Lili Prohmann, a festa une o melhor da música brasileira ao pôr do sol com vista para a Praia de Copacabana, com repertório que vai desde clássicos da MPB a novas descobertas no cenário da música regional brasileira. Acessível, é aberta a quem quiser chegar. O público pode contribuir com os custos da produção doando o quanto quiser através de uma urna solidária que fica sempre no palco, ao lado da DJ. Para promover a última temporada de verão, Lili contou com um crowdfunding, em que os próprios frequentadores da festa puderam ajudar a viabilizar o evento.

Avenida Atlântica, Praça Almirante Júlio de Noronha, Leme. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

CAFÉ

Curto Café

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(Foto: Redação Veja rio)

Inaugurada em 2013 na sobreloja do Terminal Menezes Cortes, no Centro, a cafeteria traz um conceito que já existe em alguns países do mundo. No espaço decorado com pufes, poltronas e mesas, os clientes podem degustar ótimos cafés sem se preocupar com os preços salgados das outras casas do Rio. Melhor ainda: eles próprios decidem quanto vão desembolsar. A partir de um valor mínimo, referente ao custo da matéria-prima -- R$ 0,50, no caso do expresso e R$ 1 no do cappuccino - , a conta pode variar de acordo com o grau de satisfação do visitante. Em quadros-negros, são expostos todos os gastos da casa, como aluguel, equipamentos, e custos operacionais, quanto foi arrecadado no mês e quanto ainda falta para sair do vermelho.

Rua São José, 35, sobreloja, quiosque 47 (Terminal Menezes Cortes), Centro. Tel: 98255-7424 e 98323-0183.

BAZAR

Feira Grátis da Gratidão

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(Foto: Redação Veja rio)

A ideia do evento, em que é possível fazer doações e pegar o que quiser, é praticar o desapego e fazer as pessoas se questionarem se precisam mesmo das coisas. A feira acontece em edições itinerantes em diversos bairros do Rio - a próxima está marcada para este sábado (23), no Estácio - e é possível encontrar todo tipo de produtos, como roupas, CD's, brinquedos, livros, entre outras coisas. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

Fonte: VEJA RIO