DIVERSÃO

Dez motivos para visitar o Museu Imperial

No ano em que o museu de Petrópolis completa 70 anos, listamos dez motivos para subir a Serra e conferir suas atrações

Por: Thaís Meinicke - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Residência de veraneio de D. Pedro II no século XIX, o Museu Imperial é um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do país e sua construção deu origem à formação da cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Transformado em museu no ano de 1943, através de um decreto do presidente Getúlio Vargas, este ano ele completou 70 anos como espaço cultural.

Para comemorar, VEJA RIO listou dez motivos para você dar um pulinho até Petrópolis e conhecer o museu.

Passeio de pantufas

Uma atração à parte durante o passeio pelos cômodos do palácio são as famosas pantufas que devem ser usadas pelos visitantes. Elas são necessárias para preservar os pisos históricos da instituição, constituído por originais de mármore de Carrara, mármore belga e madeiras nobres.

Diários de viagem

Em junho, o Conjunto relativo às viagens do imperador D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, que faz parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, foi inserido no Registro Memória do Mundo da UNESCO (MOW), que reconhece a representatividade dos documentos em nível internacional e confere ao museu o título de patrimônio da humanidade. A coleção conta com 2 210 documentos, doados ao museu pelo príncipe D. Pedro Gastão de Orleans e Bragança, bisneto de d. Pedro II, em 1948, que fazem parte da série Viagens do Imperador - 1840-1913. Entre as raridades, estão 44 cadernetas de viagem de D. Pedro II, entre textos, cartas e desenhos. Há ainda dez diários da imperatriz D. Teresa Cristina e diários de viagem da condessa de Barral e do barão do Bom Retiro, que faziam parte da comitiva do imperador. A importância do acervo se dá pelo fato de retratar a visão de um observador do século XIX que registrou com detalhes importantes acontecimentos da época, como, por exemplo, a invenção do telefone.

Atividades ao ar livre

Às quartas-feiras é possível praticar atividades gratuitas nos jardins e pátios do museu. Entra as aulas oferecidas, estão Tai-Chi-Chuan (de 7h30 às 8h), caminhada (de 8h às 8h30) e alongamento (de 8h30 às 9h30). É possível obter mais informações pelo telefone (24) 2248-1907 ou através do e-mail ssasisvan@petropolis.rj.gov.br .

Coleção Geyer

Doada ao Museu Imperial em abril de 1999 pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, a coleção reúne um dos maiores conjuntos de desenhos, pinturas, gravuras, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil, produzidos por artistas estrangeiros, cientistas, exploradores e viajantes que passaram pelo país entre os séculos XVI, XVII, XVIII e, sobretudo, no XIX.

Sarau Imperial

Entre as atividades culturais, o museu oferece dramatizações interativas desta atividade típica de lazer do século XIX. Embalado por modinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por um pianista, há declamação de poesias, enquanto atores caracterizados como personagens da época conversam sobre assuntos retirados da correspondência particular da família imperial. As apresentações acontecem no Cine Teatro Museu Imperial e custam R$ 10.

Livros para todos os gostos

A rica biblioteca do Museu possui um acervo bibliográfico com cerca de 50 mil volumes, especializados em História do Brasil e Artes em geral. Na seção de Obras Raras, é possível encontrar títulos preciosos, com anotações manuscritas de membros da família real, como edições dos séculos XVI a XIX, periódicos, partituras, iluminuras, manuscritos, ex-libris, relatórios das Províncias e dos Ministérios e coleção de Leis do Império, em um total de oito mil volumes. Há ainda uma biblioteca dedicada ao público infantil. Batizado de Rocambole, o espaço desenvolve atividades educativas e culturais com os pequenos leitores.

Pavilhão das Viaturas

A construção que abriga uma coleção de meios de transporte típicos do XIX está localizada onde ficavam antes as antigas cocheiras e armazéns, chamados ucharias. O local também abrigava os poucos escravos, cocheiros e auxiliares de serviços gerais do palácio, além de mantimentos e instrumentos de trabalho. Hoje, é possível ver, entre outras coisas, a carruagem de gala de D. Pedro II.

A intimidade das damas

Duas salas do palácio retratam como eram os espaço destinados às damas no período imperial. Nos aposentos das princesas, ocupados por dona Isabel e dona Leopoldina, foram preservados os ambientes originais, com mobília em estilo dom José I e delicada decoração nos estuques do teto. Já a sala de visitas da Imperatriz, onde Dona Teresa Cristina recebia suas amigas em caráter privado para conversas e sessões de bordados, os sofás e cadeiras de jacarandá, apresentam a inicial ?T", de seu nome, sob a coroa entalhada.

Sala de Música

Como a Família Imperial tinha um gosto especial pela música, a do palácio destinada à atividade, onde aconteciam saraus e recitais para convidados da corte, possui raridades como a harpa dourada de fabricação Pleyel Wolff. A peça mais rara é uma espineta, instrumento de cordas, feita em madeira dourada e policromada, fabricada em Lisboa em 1788, pelo artífice Mathias Bosten. Trata-se do único exemplar fabricado pelo artista que ainda existe.

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Recorde de público em 2011, o museu recebeu mais de 800 pessoas diariamente, colocando a instituição entre as mais visitadas do mundo (Foto: Redação Veja rio)

Um dia no jardim

Os frondosos jardins que cercam o museu foram planejados pelo paisagista francês Jean Baptiste Binot, sob orientação do próprio D. Pedro II, e conservam até hoje suas linhas paisagísticas. Eles reúnem cerca de cem espécies de árvores e flores, vindas de países como México, Japão, Argentina, Índia, Equador, China, Austrália, Madagascar, entre outros. É possível encontrar desde árvores exóticas, como as bananeiras de Madagascar e árvores de incenso, a flores como camélias, jasmins, manacás e flores do imperador. A decoração é composta ainda por pedestais de granito com esculturas de figuras mitológicas, tanques, repuxos, ânforas e fontes, como por exemplo a Fonte do Sapo, de onde os moradores retiravam água, na época do império, por acreditarem que era de melhor qualidade.

Confira aqui outros dez motivos para visitar o Museu Imperial.

Fonte: VEJA RIO