Crianças

Sem perder a ternura

O musical O Menino Detrás das Nuvens cativa a plateia com sua história singela

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Morador de uma cidadezinha do interior, Zezinho (Wladimir Pinheiro) sonha em conhecer o mundo. Inesperadamente, um amigo querido morre e a tristeza o domina a ponto de arrefecer seu ímpeto desbravador. Com a chegada do circo, ele retoma a alegria ? de quebra, ainda conhece seu primeiro amor e se descobre como artista. Protagonista de O Menino Detrás das Nuvens, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, o menino conduz a plateia por esta terna adaptação musical do livro homônimo de Carlos Augusto Nazareth, lançado em 1997 (naquele mesmo ano o próprio autor levou o texto para os palcos em montagem bastante elogiada).

Por trás do espetáculo se esconde uma história afetiva de sua diretora, Maria Clara Wermelinger. Em 2000, ainda trabalhando como professora de teatro em Nova Friburgo, ela ganhou de presente o livro, que reúne três contos estrelados pelo menino Zezinho. Encantada com o texto, Maria Clara, que não havia assistido à montagem original de Nazareth, decidiu encená-lo de forma amadora, com seus alunos. Onze anos depois, volta a adaptar o texto em produção profissional. O resultado é uma história singela, que mistura referências dos três contos e é acrescida de personagens e situações criadas por Maria Clara. A cargo dela também estão os figurinos e a cenografia, simples, mas eficientes. Adereços cênicos ganham usos variados, a exemplo de guarda-chuvas que ora evocam o sol, ora um carrossel. Carismático, Wladimir Pinheiro fisga as crianças. Como os outros quatro atores do elenco, canta, dança e toca instrumentos musicais ? há até um piano de cauda em cena.

O Menino Detrás das Nuvens (50min). Livre. Estreou em 3/9/2011. Centro Cultural Justiça Federal (142 lugares). Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. → Sábado e domingo, 16h. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/19h (qua. a sex.); a partir das 15h (sáb. e dom.). Até 4 de dezembro.

Fonte: VEJA RIO