DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

- Atualizado em

recomenda-expos.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Filho de fabricantes de brinquedos, este australiano de Melbourne, atualmente radicado em Londres, costumava dedicar boa parte do seu tempo na infância a modelar figuras, talento que desenvolveria profissionalmente mais tarde no cinema, na televisão e na publicidade. No fim dos anos 90, descoberto pelo colecionador britânico Charles Saatchi, teve seu trabalho alçado ao mundo da arte contemporânea e conquistou enorme reconhecimento ? proporcional, diga-se, ao tamanho de algumas de suas esculturas hiper-realistas. Uma delas, Boy, com 5 metros de altura, foi exibida na prestigiada Bienal de Veneza em 2001. Nove dessas impactantes criações estão reunidas na individual que abre as portas na quinta (20) no MAM. É assombroso o grau de detalhismo de esculturas como Mask II (2002), uma cabeça de homem, com direito a linhas de expressão, veias saltadas na testa e barba por fazer, repousando sobre um pedestal. Três obras foram criadas no ano passado especialmente para a exposição, que já passou por Paris e Buenos Aires: uma mostra um casal de adolescentes, outra representa uma mãe com seu bebê e a última traz um casal de idosos na praia, do alto de seus 3 metros.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e, na quarta, a partir das 15h, para todos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 1º de junho. A partir de quinta (20).

recomenda-shows.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

O investimento em marketing e música já rendeu homenagens de Maria Rita à mãe, Elis Regina, e de Vanessa da Mata ao maestro Tom Jobim. No domingo (23), a marca de cosméticos agora celebra o samba na Praia de Copacabana. Sob a direção de Monique Gardenberg, quatro estrelas de diferentes gerações ocupam o palco ao ar livre para, no repertório, enfileirar clássicos do gênero. Diogo Nogueira lembra Poder da Criação, conhecida composição do pai, João Nogueira, e de Paulo César Pinheiro. Roberta Sá empresta toda a sua afinação a Eu Sambo Mesmo, pérola de 1946, assinada por Janet de Almeida, que ela gravou no disco de estreia. Completando o time, dois craques, Martinho da Vila e Alcione, recorrem a seus respectivos sucessos ? ele vai de Casa de Bamba e ela, de Não Deixe o Samba Morrer (Edson e Aloisio). Para começar, o quarteto entra em cena dividindo A Voz do Morro, de Zé Keti. Além de terem os momentos-solo, os artistas se revezam em duetos que prometem. As meninas ensaiaram Conto de Areia (Toninho e Romildo Bastos), imortalizada na voz de Clara Nunes. Martinho e Diogo Nogueira ainda defendem juntos Sou Eu, composta por Chico Buarque e Ivan Lins para o segundo. Caymmi, Cartola e Noel Rosa são alguns outros grandes autores garantidos no programa, embalado por banda com dezenove músicos.

Praia de Copacabana. Avenida Atlântica (altura da Avenida Princesa Isabel). Domingo (23), 17h. Grátis.

recomenda-teatro.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Uma tristeza perene se instalou na vida de Paulo e Rebeca: há oito meses, o filho pequeno do casal morreu atropelado. Abordar a mais indizível das dores é o desafio ? vencido com sobras ? deste drama do americano David Lindsay-Abaire, ganhador do Pulitzer em 2007. Estreante na direção, o ator Dan Stulbach exibe sensibilidade ao conduzir Reynaldo Gianecchini e Maria Fernanda Cândido como os pais enlutados, dois lados de uma mesma moeda. Ele aparenta suportar melhor a perda, mas apela ao conforto dado pelas reminiscências do filho, evocadas por desenhos, roupas e um vídeo antigo. Ela se vê paralisada e parece querer se livrar de tudo o que remete à criança. A atuação dos dois espelha de forma bem-sucedida esse contraponto entre os personagens: Gianecchini exibe uma angústia palpável e Maria Fernanda aposta na introspecção. Ambos, entretanto, sofrem, e o casamento entra em crise. Certo dia, o jovem atropelador (Felipe Hintze, marcante nos seus poucos minutos em cena) entra em contato com eles. Também no elenco, Simone Zucato (uma das produtoras da montagem) é a irmã amalucada de Rebeca e Selma Egrei surge afiada na pele da mãe das duas (110min). 12 anos. Estreou em 7/3/2014.

Teatro do Leblon ? Sala Fernanda Montenegro (417 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 80,00 (sex. e dom.) e R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 4,00 a cada meia hora). Até 8 de junho.

recomenda-criancas.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Peça escrita em 1955 por Maria Clara Machado (1921-2001), A Bruxinha que Era Boa estreou em 1958, no Tablado. De lá para cá, foi remontada no mesmo espaço em 1999, rodou o Brasil, além de Rússia, Alemanha, Holanda e França, e no sábado (22) volta para casa. Dirigido por Cacá Mourthé, que também assinou a temporada de 1999, o atual elenco, com atores formados no palco da Lagoa, conta a história da bruxinha Ângela (Diana Herzog), presa em uma torre pelo mau desempenho na Escola de Maldades da Floresta. Para sair de lá e conquistar a sonhada vassoura a jato, a personagem recebe a ajuda de um jovem lenhador a quem não mete nenhum medo. A nova trilha sonora, interpretada ao vivo por uma banda, foi um dos recursos utilizados na atualização do espetáculo. Outro elemento recém-chegado é o uso de bambolês na composição do cenário e, iluminados por led, como enfeite das bruxinhas em cena (55min). Rec. a partir de 3 anos. Reestreia prevista para sábado (22).

O Tablado (147 lugares). Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, ☎ 2294-7847. Sábado e domingo, 17h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.). Até 31 de agosto.

recomenda-cinema.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

O marido de Adele (Kate Winslet) a trocou por outra, e o filho deles, Henry (Gattlin Griffith), anda preocupado com a mãe. Ela está abatida e num estado depressivo de dar dó. No drama Refém da Paixão, a transformação da mulher tem nome: Frank (Josh Brolin). Fugitivo da prisão, ele decide fazer Adele e Henry reféns enquanto a polícia ronda a casa dos dois. O dia termina e Frank continua por lá. E, assim, vai ficando. Começa a fazer trabalhos braçais, aproxima-se intimamente de Adele e se transforma na figura paterna de que Henry tanto precisa. Diretor de Juno e Amor sem Escalas, Jason Reitman foi muito delicado na adaptação do romance Fim de Verão, de Joyce Maynard, lançado pela Editora Rocco. Embora o enredo não tenha muita originalidade, o espectador acaba sendo tragado para acompanhar o bonito relacionamento entre os protagonistas. A latente fragilidade de Adele, defendida com cumplicidade absoluta por Kate Winslet, indicada ao Globo de Ouro pelo papel, combina à perfeição com a doce brutalidade de Brolin. O resultado é uma química à prova de estereótipos. Direção: Jason Reitman (Labor Day, EUA, 2013, 111min). 12 anos. Estreou em 13/3/2014.

Fonte: VEJA RIO