DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

No Parque dos Atletas, endereço do Rock in Rio, o programa também exige fôlego. Depois de Salvador e Belo Horizonte, o festival itinerante de um dia só traz à cidade, no sábado (9), doze horas de música, esporte e outras diversões. A lista de atrações é grandiosa. Espalha por três palcos de Rodrigo Amarante e Tom Zé ao gigante internacional Red Hot Chili Peppers, passando pelo indie nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs e pelo DJ alemão Tony Novy. Sem se apresentar por aqui desde 2011, a banda americana liderada por Anthony Kiedis trabalha em cima do último disco, I?m with You. Com mais de 75 milhões de cópias vendidas e seis Grammy no currículo, Kiedis (voz), Flea (baixo), Chad Smith (bateria e percussão) e Josh Klinghoffer (guitarra e teclado) apresentam repertório cheio de hits ? os fãs podem esperar, a

partir das 23h20, por Under the Bridge, Californication e Give It Away. Antes, às 21h30, a vez é do Yeah Yeah Yeahs, trio conterrâneo do Strokes surgido no início dos anos 2000. De volta após sete anos, Karen O. (voz e guitarra), Brian Chase (bateria) e Nick Zinner (teclado) celebram dez anos do álbum de estreia, Fever to Tell. O estilo punk rock retrô ainda permeia os trabalhos da banda, que lançou o elogiado CD Mosquito em abril. 16 anos.

Parque dos Atletas (90?000 pessoas). Avenida Salvador Allende, s/nº, Barra. Informações e vendas: www.circuitobancodobrasil.com.br. Sábado (9), a partir das 14h. R$ 240,00. Bilheteria no Jockey Club (Praça Santos Dumont, 31, Gávea): 10h/18h (seg. a sex.); 10h/16h (sáb. e dom.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Em meados de 2011, a cantora de cabelos ruivos, lábios carnudos e visual de pin-up chamou atenção no disputado cenário pop americano com o lançamento do clipe Video Games no YouTube. A voz melancólica e a estética caseira da filmagem deram início a uma trajetória fulgurante e polêmica. Filha de um milionário corretor de imóveis em Nova York, Elizabeth Woolridge Grant (seu nome de batismo) foi acusada de ser uma farsa bancada pela fortuna da família. Uma performance embaraçosa no programa Saturday Night Live, em 2012, ajudou bastante, mas aí fez-se a luz: seu disco de estreia, Born to Die, lançado no ano passado, em meio ao bafafá, ultrapassou 3 milhões de cópias vendidas. O single Summertime Sadness passou de 1 milhão de downloads. Pela primeira vez no Rio, Lana espalha seu pop sexy por um punhado de hits, a exemplo de Born to Die, Blue Jeans e National Anthem. 15 anos.

Citibank Hall (8?492 lugares). Avenida Ayrton Senna, 3000 (Shopping Via Parque), Barra. Informações, ☎ 0300 7896846 (9h/21h). Domingo (10), 20h. R$ 240,00 (pista) a R$ 550,00 (camarote). Bilheteria: 12h/20h (seg. a sáb.); a partir das 12h (dom.). Estac. (R$ 8,00). www.ticketsforfun.com.br. e www.citibankhall.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Um autêntico chorão na juventude, sempre disposto a tocar violão pelas rodas da cidade, o compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) tem seu espírito aberto evocado a cada edição do festival criado em 1961. A partir de sexta (8), volta a se espalhar pelo Rio uma programação bem variada, que vai da música popular à erudita, passando por palestras, sessões de cinema e atrações infantis. Até o dia 24, 130 artistas de diversas formações vão ocupar dez endereços. No domingo (10), Nana, Danilo e Dori Caymmi celebram o patriarca Dorival no Theatro Municipal (leia mais na pág. 102). Na parte clássica da agenda, a OSB, sob a regência de Marcos Arakaki, presta homenagem na sexta (8), às 20h30, no Espaço Tom Jobim, a Turibio Santos e aos maestros e compositores Mário Tavares (1928-2003) e Edino Krieger. Também o solista convidado, o violonista Turibio acompanha o conjunto na interpretação de Concerto para Violão e Pequena Orquestra, uma das peças de Villa-Lobos previstas. Romance, de Tavares, e Ritmetrias, de Krieger, completam o programa. No domingo (10), às 11h, no gramado do Jardim Botânico, o prestigiado Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí vai passear por obras de Ernesto Nazareth (outro dos homenageados deste ano, por causa de seu 150º aniversário de nascimento), Zequinha de Abreu e Chiquinha Gonzaga. O jovem Villa agradece.

Confira a programação completa em bit.ly/festival-Villa-Lobos-2013

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(Foto: Redação Veja rio)

Inicialmente escrito para o teatro por Woody Allen, Play It Again, Sam (no original) estreou em 1969, com o próprio autor como Allan Felix, o crítico de cinema abandonado pela mulher que se apaixona pela namorada do melhor amigo. Três anos depois, ele voltaria ao papel na versão da peça para o cinema. Como tantos personagens da lavra de Allen, este também é seu alter ego: inseguro, hipocondríaco, sem jeito com as mulheres, mas dono de inteligência privilegiada e humor peculiar. O que poderia ser uma armadilha vira um deleite nas mãos de George Sauma, estrela da montagem dirigida com competência por Ernesto Piccolo. Em vez de optar pela solução fácil (e temerária) de emular a interpretação de Allen, o ator molda seu próprio Allan Felix, preservando a essência de seu criador. O restante do elenco também se mostra afiado: Heitor Martinez, dividindo-se entre os papéis do melhor amigo e de Humphrey Bogart (o galã aparece para dar conselhos amorosos a Allan), Luana Piovani, como a moça por quem o protagonista se apaixona, e Georgiana Góes, impagável na pele de várias mulheres que cruzam sua vida. Diversão garantida (75min). Livre. Estreou em 24/10/2013.

Teatro Ipanema (222 lugares). Rua Prudente de Morais, 824, Ipanema, ☎ 2267-3750. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até 15 de dezembro.

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(Foto: Redação Veja rio)

Radicado em Paris desde 1958, o argentino foi um dos maiores fomentadores de uma revolução artística. Na década de 60, junto com colegas do Groupe de Recherche d?Art Visuel, rejeitou a onipresença das imagens estáticas e apostou em uma pesquisa em torno de movimentos e efeitos ópticos. Acabou consagrado em 1966, com um prêmio na Bienal de Veneza. Considerado hoje, aos 85 anos, um dos papas da arte cinética, ele tem 24 trabalhos exibidos na sedutora individual Lumière, que ocupa a Casa Daros. Como sugere o nome da exposição, quase todas as obras se valem de efeitos de luz ? hipnoticamente belos, diga-se. Está no acervo, por exemplo, a sua primeira investida nessa linha: Contínuo-Luz ? Móbile, de 1960. Mais recente (e uma das mais bonitas), Luzes Alternadas, de 1993, evoca a iluminação de um hipotético espetáculo de artes cênicas. Há ainda obras que demandam interação. É o caso de Fitas ao Vento (1988), na qual, apertando-se um botão, um enorme ventilador começa a soprar gigantescas tiras de papel.

Casa Daros. Rua General Severiano, 159, Botafogo, ☎ 2275-0246. Quarta a sábado, 11h às 19h; domingo, 11h às 18h. R$ 12,00. Grátis para crianças de até 12 anos e às quartas. Meia-entrada para idosos e estudantes com mais de 12 anos. A bilheteria fecha meia hora antes do término do horário de visitação. Até 23 de fevereiro.

Fonte: VEJA RIO