DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o feriadão

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana prolongado ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Levado ao palco pela primeira vez em 1992, o drama foi descrito pelo próprio autor, o americano David Mamet, como ?uma tragédia sobre poder?. A definição é precisa: no jogo de forças ? às vezes quase invisível, mas sempre presente ? estão calcados os três atos meticulosamente engendrados da peça, aqui dirigida por Gustavo Paso. Tudo começa com um encontro entre a universitária Carol (Luciana Fávero) e seu professor (Marcos Breda) no escritório dele. A aluna reclama que não entende a matéria, apesar de toda a sua dedicação aos livros. Os dois travam um diálogo à primeira vista banal (exceto por algumas opiniões heterodoxas dele sobre o ensino superior), quando surge uma ideia para resolver o problema da moça. A situação, enfim, encaminha-se para um desfecho tranquilo, e assim parece até o segundo ato. Quando Carol reencontra o mestre, as circunstâncias envolvendo os dois são outras.

Não é possível contar mais sem entregar os surpreendentes meandros da trama. A direção de Paso opta pela valorização do que o texto oferece de melhor: o embate entre os atores, realçado pelo despojamento extremo do cenário disposto entre duas plateias, cercando o duelo que acontece no palco. No elenco, Breda se mantém mais linear, enquanto Luciana alcança com êxito todos os matizes de sua personagem (75min). 14 anos. Estreou em 14/3/2014.

Teatro Gláucio Gill (102 lugares). Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, ☎ 2332-7904, Cardeal Arcoverde. Sexta a segunda, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16h (sex. a seg.). Até dia 27.

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(Foto: Redação Veja rio)

O cinema americano tem muitos filmes com história semelhante à deste suspense. Na trama, Mari (Fernanda Machado) quer provar para o chefe e para si mesma que pode ser uma ótima cozinheira. Insegura, ela atua como coadjuvante em um restaurante e dedica-se, exclusivamente, ao trabalho. Tudo muda quando conhece o galanteador Caio (Mateus Solano) numa degustação de vinhos. Esse rapaz de boa estampa é gentil e romântico, além de parecer ser um empresário endinheirado.

Mari se entrega ao novo namorado, convidando-o, inclusive, a morar em sua casa. Caio conhece as qualidades culinárias da amada e insiste para que a moça tenha o próprio negócio. Ela topa. Segue-se uma reviravolta de deixar a protagonista intrigada e... melhor parar por aqui. Em sua estreia no longa-metragem, Michel Tikhomiroff, filho de João Daniel Tikhomiroff, o realizador de Besouro, não alça voo alto nem renova o gênero, mas faz a lição de casa direito. O diretor está apoiado em elenco convincente, produção caprichada e, entre situações previsíveis, segura o clima de mistério.

Direção: Michel Tikhomiroff (Brasil, 2013, 85min). 12 anos. Estreou em 10/4/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

Um dos maiores fotógrafos vivos revelados na antiga União Soviética, este senhor de 74 anos, em atividade há mais de meio século, construiu uma obra carregada de sensibilidade e destituída de conotações ideológicas ? um feito, levando-se em conta a opressão do regime comunista com a qual conviveu em boa parte de sua carreira. Assim Vivíamos, sua primeira individual na América Latina, em cartaz na Caixa Cultural, deixa patente uma atração pelo sujeito comum, distante do cidadão perfeito almejado pela propaganda oficial. Ao longo de 65 fotografias em preto e branco, selecionadas pelo curador Luiz Gustavo Carvalho, aparecem casais dançando, um músico tocando tuba, uma criança encasacada na neve, meninas sob a supervisão de uma professora de balé, agricultores na colheita, operários trabalhando, um garoto fazendo careta. Produzidas entre as décadas de 60 e 90, as imagens são um primor de composição e luz, aparentadas à escola de fotografia humanista francesa, que revelou nomes como Henri Cartier-Bresson (1908-2004), Robert Doisneau (1912-1994) e Sabine Weiss. Em alguns trabalhos, uma pontinha de subversão política transparece de forma poética. É o caso de um registro de 1962, Pombas da Paz, em que jovens felizes caminham pela Praça Vermelha, sob uma enorme revoada de pássaros. Lagrange privilegiou os indivíduos, em vez da multidão. No passeio por retratos de um povo também há espaço para o humor: em uma foto de 1982, um idoso de barba longa pilota um carrinho de brinquedo em um parque de diversões.

Caixa Cultural ? Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 25 de maio.

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(Foto: Redação Veja rio)

De frente para o burburinho da Praça Varnhagen, na Tijuca, a porta leva ao salão pequenino, onde se apertam a mesa coletiva e o balcão, além de prateleiras e congeladores abarrotados. O endereço, aberto no fim do ano passado, abriga 200 rótulos de cerveja, que a clientela degusta lá dentro ou nas poucas mesas espalhadas pela calçada ? opção mais agradável. Thiago Silva e Vinicius Aleixo, sócios no negócio, estão sempre a postos para orientar as escolhas. Uma sugestão original é a alemã, da região da Baviera, Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen (R$ 28,90 a garrafa de 500 mililitros): tradicional, fabricada desde 1678, tem curioso sabor de bacon, proporcionado pelos maltes defumados na receita.

Também da Alemanha, a Hacker-Pschorr Münchner Dunkel (R$ 23,00, 500 mililitros) é uma cerveja escura, mas suave, ideal para dias frios. Outra dica estrangeira, a encorpada americana Dry Hopped St. Rogue Red Ale (R$ 25,00, 355 mililitros) destaca-se pelo forte amargor. Entre as representantes nacionais, a curitibana Bier Hoff aparece nas versões red ale, IPA (R$ 20,00 cada uma), trigo e dunkel (R$ 18,50), em garrafas de 600 mililitros. Na enxuta lista de tira-gostos, grissini podem acompanhar quatro tipos de patê: de gorgonzola, grão-de-bico, salaminho e provolone (R$ 13,00 cada opção). Também há porções de azeitonas chilenas ou portuguesas (R$ 10,00), de parmesão uruguaio e de queijo tipo maasdam, holandês (R$ 18,00 cada uma).

Avenida Maracanã, 727, loja H, ☎ 3497-9155 (24 lugares). 16h/23h (sex. até 2h; sáb. 14h/0h; fecha dom. e seg.). Cc: M e V. Cd: todos. Aberto em 2013.

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(Foto: Redação Veja rio)

Novidade no Shopping da Gávea, o ponto de ambiente gracioso serve saborosas galettes, crepes salgados ao estilo da Bretanha, com massa fina e crocante de trigo-sarraceno (sem glúten). Natural daquela região francesa, o chef Olivier Cozan elaborou o cardápio. Algumas receitas levam nomes de bairros ou pontos famosos de Paris. O le marais, por exemplo, traz no recheio uma bem-sucedida combinação de shiitake, shimeji, molho suave de alho e queijo cremoso do tipo boursin (R$ 33,90). Outro capítulo do menu oferece três opções de ingrediente, que ganham a companhia do queijo escolhido pelo cliente ? e, entre 15h e 18h, podem ser preparadas em tamanho reduzido, ideal para um lanche.

Sugestão clássica, o presunto cru cai bem com o emmental (R$ 27,50). Todos os pedidos são acompanhados de salada da casa e podem ganhar complementos, a exemplo de cebola confit (R$ 4,90). Entre as versões doces da especialidade local, prove a saborosa reunião de maçã cozida, cobertura de caramelo com flor de sal e, para arrematar, cremoso sorvete de creme (R$ 21,80). Dica: não deixe de conferir o quadro-negro, onde são anotadas as pedidas do dia.

Rua Marquês de São Vicente, 52, térreo (Shopping da Gávea), ☎ 2249-9153 (42 lugares). 10h/22h (sex. e sáb. até 23h; dom. a partir das 12h). Cc: todos. Cd: todos. Estac. (R$ 9,00 por duas horas). Aberto em 2014.

Fonte: VEJA RIO