Memória da Cidade

Casa das águas finalmente sairá do papel

Centro cultural que até o fim deste ano vai ocupar um prédio centenário na região da Cruz Vermelha, no Centro

Por: Lula Branco Martins

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Sem pintura e com janelas pichadas: abandono por três décadas (Foto: Luiz Winter/Divulgação)

Erguido no século XIX numa área do Centro que hoje atende por Cruz Vermelha, o imponente prédio andava sujo, com pichações nos muros e praticamente abandonado, apesar de ter sido tombado por decreto municipal de 1992. Mas dias melhores virão para o edifício de número 287 da Rua Riachuelo. Em 2015 ele vai virar centro cultural e contará a história da água e sua relação com o Estado do Rio, particularmente com a capital. As obras, iniciadas em 2012, estão no fim e, no mês passado, foi anunciada a última fase de implantação da Casa das Águas, com recursos vindos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Ali já funcionou de tudo um pouco. Foi a sede da Inspeção Geral de Obras Públicas; depois, nos anos 30, abrigou escritórios do Ministério da Educação e Saúde; e mais tarde se tornou o setor administrativo da Companhia Estadual de Águas da Guanabara (Cedag). Seu nome oficial é Edifício Engenheiro Ataulpho Coutinho, em tributo a um sanitarista, tem três andares e amplos espaços (3 000 metros quadrados) para exposições. O processo de restauração seguiu preceitos ecologicamente corretos, como o investimento em energia solar, captação de chuva e reutilização da água.

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A fachada do edifício, já restaurada, e o belo contorno das janelas em foto feita no salão principal: o local terá exposição permanente sobre o uso da água (Foto: Luiz Winter/Divulgação)

Fonte: VEJA RIO