EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca Nota 10: Pedro Werneck

O empresário Pedro Werneck se engaja na busca de empresas interessadas em financiar projetos sociais

Por: Caio Barretto Briso - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

A sede do Instituto da Criança, no Leblon, à primeira vista se parece com o escritório de uma empresa. Vinte funcionários trabalham ali empenhados em cumprir metas e apresentar resultados. Raridade no terceiro setor, a instituição segue a lógica das grandes corporações para encontrar investidores dispostos a patrocinar projetos sociais. Por trás dessa filosofia está seu presidente, Pedro Werneck, 50 anos, pai de quatro filhas, faixa preta de jiu-jítsu e irmão de Carlos Werneck, sócio e diretor dos hotéis Marina. A fórmula é tão bem azeitada que a ONG acaba de ser eleita uma das 100 melhores do mundo pela publicação suíça The Global Journal. "Somos uma ponte entre quem quer ajudar e quem precisa de ajuda", resume ele.

"Para nós, a palavra-chave não é ajudar. É investir"

Referência entre os empresários cariocas, o Instituto da Criança mantém dezesseis projetos que beneficiam diretamente mais de 3 000 pessoas. Apesar do nome, a entidade vai além do amparo aos pequenos. Atualmente, banca a construção de 24 casas na Região Serrana para desabrigados pelas chuvas, um programa de quase 4 milhões de reais financiado por cerca de vinte empresas. "É nosso projeto mais ambicioso", diz Pedro. A ideia de montar uma ONG filantrópica nasceu em 1994, quando Pedro e o irmão conheceram Flordelis dos Santos. Moradora do Jacarezinho, ela transformou sua casa em abrigo para 45 crianças. Todo mês, contribuíam com 800 reais. Em pouco tempo, passaram a pagar as despesas do lugar. Hoje, Pedro corre atrás dos amigos para vender seus projetos. "Para nós, a palavra-chave não é ajudar. É investir. E acreditar que isso terá resultados positivos no futuro", afirma. Para cumprir tal desafio, ele não se acanha, por exemplo, em abordar conhecidos na rua para pedir sua participação, como fez recentemente com o empresário Mario Pedro Moraes Rego, dono da grife Eclectic, ao vê-lo caminhando pelo Leblon. É uma prova de que ninguém escapa de seu propósito: fazer o bem.

Fonte: VEJA RIO