EXPOSIÇÕES

A vez das gravuras

Celebrizada por suas pinturas, Beatriz Milhazes exibe dezessete serigrafias na Caixa Cultural

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Em 1984, Beatriz Milhazes estava entre os 123 criadores de gerações e formações variadas reunidos na famosa coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Naquele grupo extenso, integrado por nomes prestigiados, a exemplo de Jorge Guinle (1947-1987), Leda Catunda e Leonilson (1957-1993), destacou-se de forma especial, atingindo cifras impressionantes na venda de suas obras. Em 2008, aos 48 anos, tornou-se a primeira brasileira viva a ter um trabalho vendido em leilão por mais de 1 milhão de dólares: sua tela O Mágico (2001) foi arrematada pelo argentino Eduardo Constantini (o dono de Abaporu, de Tarsila do Amaral). Dez anos depois da última individual no Rio, a carioca Beatriz volta a expor na cidade, a partir de terça (14), na Caixa Cultural.

Desta vez, as pinturas dão lugar a dezessete serigrafias em grandes dimensões (a maior delas chega a 1,60 por 1,80 metro). Doadas pela autora à Pinacoteca do Estado de São Paulo há quatro anos, as gravuras foram produzidas em associação com a editora americana Durham Press, da Pensilvânia, onde ela vem participando de programas de residência artística desde 1996. O conjunto completo vai ser exibido pela primeira vez. Nele, Beatriz exibe aquela que já virou uma marca de seu trabalho: a superposição de cores marcantes e de formas circulares, arabescos e flores, como se vê em Uva Selvagem (1996). "É uma oportunidade de ver como a artista transpõe para uma técnica diferente um conceito já consagrado por ela na pintura", diz Carlos Martins, responsável pelo setor de gravuras da Pinacoteca.

Beatriz Milhazes. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de setembro. A partir de terça (14). www.caixacultural.com.br.

Fonte: VEJA RIO