EXPOSIÇÕES

Uma viagem à Amazônia

A região inspira ampla mostra no CCBB com 300 peças, entre obras de arte e objetos históricos

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

A menos de um mês da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, o CCBB se aproxima do tema através da arte. Criação de artesãos de Parintins, uma grande árvore com animais da floresta, além de pés de açaí e guaraná, será montada na rotunda. A instalação é uma das atrações de Amazônia, Ciclos de Modernidade.

Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a exposição reúne cerca de 300 peças, entre obras de arte e objetos variados. Técnicas e suportes usados são os mais diversos: há fotografias, pinturas, aquarelas, desenhos, esculturas e vídeos. Entre os 76 artistas reunidos há nomes de nacionalidades e épocas distintas. Têm destaque os estrangeiros, a exemplo de Joseph Léon Righini (c.1820-1884). Do pintor italiano foram escolhidos os óleos Vistas do Brasil, Residência às Margens do Rio Anil, de 1862, e Belém do Pará, de 1868. O polonês Frans Krajcberg mostra uma escultura sem título. Apaixonado pela cultura brasileira, o francês Pierre Verger (1902-1996) é o autor de nove fotografias de Belém. A capital paraense também é retratada na tela Avenida São Jerônimo, de Antônio Parreiras (1860-1937). Representantes da arte contemporânea nacional, como Adriana Varejão e Cildo Meireles, também estão presentes.

Completam o acervo objetos de uso cotidiano de tribos indígenas. São colares, instrumentos musicais, máscaras, cocares e cuias cedidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pelo Museu do Índio. A Biblioteca Nacional contribuiu com manuscritos, documentos e acervo iconográfico relacionados ao tema.

Amazônia, Ciclos de Modernidade. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 22 de julho. A partir de terça (29).

Fonte: VEJA RIO