MEMÓRIA DA CIDADE

Chorinha à moda antiga

O Instituto Jacob do Bandolim doa ao MIS arquivo digital sobre o artista, que revela a cena musical e o clima do Rio em meados do século XX

Por: Lula Branco Martins

Divulgação/Instituto Jacob do Bandolim
(Foto: Redação Veja rio)
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(Foto: Redação Veja rio)

Nascido em 1918, na Lapa, Jacob do Bandolim começou a se destacar como instrumentista nos anos 30, em rádios como Guanabara e Ipanema. Na década seguinte, sem deixar o chorinho em segundo plano, trabalhou no Tribunal de Justiça, no Centro. Conseguiu juntar dinheiro e comprou uma casa em Jacarepaguá, repleta de jaqueiras no quintal, onde aos sábados costumava promover saraus de música. Viveu intensamente a cidade e, entre tantas obras dedicadas ao Rio, compôs Luar no Arpoador e Noites Cariocas, essa última com letra de Hermínio Bello de Carvalho, tendo na gravação de Gal Costa, em ritmo de gafieira, um de seus registros mais conhecidos. Ele morreu em agosto de 1969, com apenas 51 anos. Seu velório foi no Museu da Imagem e do Som, àquela altura sediado na Praça XV. Pois neste sábado (6) o Instituto Jacob do Bandolim, presidido pelo músico Déo Rian, repassará justamente ao MIS (a ser reaberto, agora em Copacabana) cerca de 1?500 documentos, entre fotos, partituras e fitas, que contam a trajetória do compositor. A entrega do material, com destaque para um bandolim usado por Jacob por quase toda a carreira, será realizada durante um show de Déo na Sala Baden Powell, também em Copa.

Fonte: VEJA RIO