Corrida em vão

O documentário São Silvestre enfoca o esforço dos atletas sem entrevistar ninguém

Diretora de Tônica Dominante (2000) e A Via Láctea (2007), Lina Chamie trocou a ficção pelo documentário. Um tema atraente, que poderia trazer entrevistas reveladoras, foi, contudo, ?esquecido?. Em São Silvestre, a realizadora faz um registro sensorial e não há sequer um depoimento. Durante quase uma hora e meia, o espectador fica à espera de alguma informação, mas ela não vem. Há apenas imagens, algumas delas curiosas, do percurso feito na prova paulistana de 2011, entre a Avenida Paulista e o Parque do Ibirapuera. Para captar o cansaço dos esportistas, Lina colou uma câmera no rosto do ator Fernando Alves Pinto, um dos participantes da corrida. Como experimentação, é bonito ver o casamento das imagens dos pontos históricos e ruas de São Paulo com a música erudita de Mahler e Wagner. A duração excessiva, porém, fatiga tanto quanto os 15 quilômetros do trajeto.

✪ São Silvestre, de Lina Chamie (Brasil, 2012, 80min). Livre. Estreia prometida para sexta (27).

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