Desafio sobre a prancha

Cenário exuberante e pouco explorado, o Arquipélago das Tijuquinhas, na Barra, atrai os praticantes de stand-up paddle

Para quem frequenta a Praia da Barra, logo no comecinho da orla, uma paisagem certamente não passa despercebida. A cerca de 4 quilômetros da costa, o Arquipélago das Tijucas, ou só Tijuquinhas, chama atenção de quem abre a cadeira ou estende a canga por ali. Fora do circuito turístico, dos próprios cariocas inclusive, esse é o novo point dos adeptos do stand-up paddle, que encaram uma travessia de 45 minutos remando para chegar às ilhas. O esforço, ao que tudo indica, compensa. Com a água clara, repleta de peixes, tartarugas e arraias que podem ser vistas de cima da prancha, o local abriga ainda uma espécie de pequeno cânion, ladeado por paredões de pedra por onde os praticantes podem circular. “Passei a vida toda olhando e imaginando como seria. A visita superou todas as minhas expectativas”, diz o publicitário Bernardo Coutinho, de 34 anos, que encara o trajeto ao menos uma vez por semana. De acordo com Coutinho, a região começou a ser cobiçada em 2013, durante o campeonato mundial de surfe WCT. “Pela falta de ondas, os competidores foram passar o tempo lá, postaram fotos na internet e chamaram atenção para o lugar”, comenta.

Com a propaganda dos surfistas, não demorou muito para que diversas escolinhas de SUP, profissionais de treinamento funcional e personal trainers passassem a disponibilizar o percurso como uma forma de aliar a melhora do condicionamento físico ao lazer da atividade. Foi o que aconteceu com o instrutor Chico Salgado, que adotou a rota em seu programa de atividades há três meses e já levou um forte time de famosos até lá. Entre eles, Bruno Gagliasso, sua mulher, Giovanna Ewbank, Mariana Ximenes, Fernanda Paes Leme, Grazi Massafera, o português Ricardo Pereira e a musa fitness do Instagram Carol Buffara. “O treino ? que geralmente leva uma hora e meia para ir e voltar ? é um excelente exercício aeróbico, além de trabalhar muito a região abdominal porque requer equilíbrio o tempo todo”, ressalta Salgado. E os professores garantem: até mesmo os iniciantes podem se aventurar nessa travessia, que deve ser feita preferencialmente pela manhã, quando o mar está menos mexido. Com uma aula inicial de quinze minutos já é possível sair remando, após aprender as técnicas básicas do esporte criado na década de 40 no Havaí e que já está completamente inserido na paisagem carioca.

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